Um bígamo nas Minas Gerais: a trajetória de Antonio José Cogominho

Authors

DOI:

https://doi.org/10.22481/politeia.v20i1.9002

Abstract

O Santo Ofício português, embora não tenha estabelecido um Tribunal no Brasil, atuou expressivamente na sociedade colonial, mediante a tentativa de disciplinar, julgar e punir os comportamentos, hábitos e costumes em conformidade com os preceitos da Igreja Católica.  A bigamia se configurava como um delito Mixti Fori; isto é, violava as normas da justiça civil, eclesiástica e inquisitorial. Posto isto, buscamos mostrar, através da análise do processo inquisitorial de Antonio José Cogominho, algumas particularidades da sociedade mineira setecentista. Ademais, tentamos também perceber a bigamia através da própria estrutura dos casamentos coloniais, uma vez que o ato de casar de novo evidenciava brechas inerentes aos processos matrimoniais que podem ter sido estrategicamente usadas pelos bígamos. Portanto, procuramos traçar os principais aspectos da sociedade em Minas Gerais ao longo do século XVIII por meio de uma perspectiva que dialogue com a trajetória deste acusado e as estruturas matrimoniais coloniais existentes.

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Author Biography

Letícia Maia Dias, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Mestrado em História Moderna pela Universidade de Évora, Portugal. Doutoranda em História Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Published

2021-08-16

How to Cite

DIAS, Letícia Maia. Um bígamo nas Minas Gerais: a trajetória de Antonio José Cogominho. Politeia - História e Sociedade, [S. l.], v. 20, n. 1, p. 118–140, 2021. DOI: 10.22481/politeia.v20i1.9002. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/politeia/article/view/9002. Acesso em: 21 may. 2026.