CIRCULAÇÃO DE CARTAS, MIGRAÇÕES E DESLOCAMENTOS: O CASO DE MULHERES DO ALTO SERTÃO DA BAHIA - BRASIL (1901-1950)
DOI:
https://doi.org/10.22481/rbba.v11i01.10591Palavras-chave:
Cartas, Migrações, MulheresResumo
Neste artigo, analisamos um acervo de cartas escritas durante a primeira metade do século XX por Anna Spínola Teixeira (1864-1944) e pelas suas seis filhas mulheres, que teve com Deocleciano Pires Teixeira (1844-1930): Evangelina Spínola Teixeira (1886 - 1965), Celsina Spínola Teixeira (1887 - 1979), Hersília Spínola Teixeira (1891 - 1968), Leontina Spínola Teixeira (1896 - 1978), Angelina Spínola Teixeira (1905 - 1982) e Carmen Spínola Teixeira (1909 - 2002). Num total estimado de 2185 cartas (enviadas e recebidas), consultamos, principalmente, as enviadas. Para este texto, analisamos um total de 27 cartas com o objetivo de discutir sobre a fluência desse tipo de documento para a compreensão de elementos que ultrapassam os assuntos privados, com foco nos processos de migração e de circulação pelo território. Compreendemos que, para as famílias abastadas, migrações e deslocamentos se davam por opção e, quando eram motivadas por necessidade, se justificava para ter acesso a níveis mais elevados de escolarização; identificamos também a migração alheia à própria vontade, em função de interesses econômicos e patrimoniais de seus familiares.
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