A Sustentabilidade da Saúde Digital e a Inovação Adaptativa em Diferentes Contextos Municipais: Um Relato de Experiência
DOI:
https://doi.org/10.22481/recic.v8i1.20345Palavras-chave:
Saúde Digital, Prontuário Eletrônico, Interoperabilidade, Segurança da Informação, Telemedicina, Inovação AdaptativaResumo
A transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta barreiras estruturais que se manifestam de forma distinta entre municípios de diferentes portes. Este artigo apresenta um relato de experiência qualitativo sobre a incorporação e a descontinuação de tecnologias de saúde digital em dois contextos municipais da Bahia, um de grande porte e outro de pequeno porte. A experiência foi sistematizada entre 8 de abril e 10 de junho de 2026, com base no referencial de Oscar Jara Holliday. No município de grande porte, foram identificados o uso do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) na Atenção Primária à Saúde (APS) e a oferta de eletrocardiograma por telemedicina em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). No município de pequeno porte, observou-se a descontinuação de soluções institucionais de prontuário eletrônico e telemedicina no ambiente hospitalar, associada a limitações orçamentárias e de suporte técnico. Nesse cenário, o uso de aplicativos comerciais de mensagens para o compartilhamento de exames e o apoio remoto à decisão clínica foi identificado como uma forma de adaptação dos fluxos de trabalho. Embora essas práticas possam favorecer a comunicação entre profissionais, também suscitam preocupações quanto à governança, à privacidade e à segurança dos dados de saúde, bem como à conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Conclui-se que o desenvolvimento da Computação Aplicada à Saúde deve considerar as desigualdades de infraestrutura entre municípios e favorecer soluções sustentáveis, seguras e compatíveis com as condições locais de trabalho e gestão.
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