Brincologias e criação na formação docente: a natureza como promotora de um brincar sustentável
DOI:
https://doi.org/10.22481/recuesb.v13i23.17006Palavras-chave:
Bricar livre, Natureza, Formação docente, Educação ambientalResumo
O objetivo deste artigo é refletir sobre a importância do brincar livre como espaço de criação mediado por elementos da natureza, o que suscita, em educadores/as e crianças, a construção de um olhar sensível, ancorado na presença-presente. O texto trata da experiência vivida em uma oficina realizada em dezembro de 2024, como parte do projeto de extensão “I Seminário do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Ludicidade e Infância”, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, no município de Jequié. Para a condução da ação, adotou-se a abordagem qualitativa com base na metodologia narrativa, visando compreender os sentidos e significados atribuídos pelas participantes às vivências experimentadas. O referencial teórico baseou-se, principalmente, nos estudos de Tiriba e Proficie (2023) e Cardoso (2018), que destacam a centralidade da natureza e do brincar livre nos processos educativos. Os resultados revelam a urgência de criar ambientes pedagógicos, internos e externos, que incentivem a exploração livre com materiais provenientes do mundo natural, desafiando a lógica do sistema-mundo-colonial-moderno que desvaloriza esses elementos. Conclui-se que é imprescindível que docentes cultivem um olhar atento e sensível, comprometido com a oferta de experiências significativas por meio do brincar livre, atravessado pela presença da natureza como linguagem formadora e transformadora da infância.
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