Inventar o que não viveu e os sentidos de uma autoria poética negra coletiva
Parole chiave:
Poesia; autoria negra; Kota Gandaleci; literatura negra; teoria da literaturaAbstract
Neste texto, reflito sobre alguns aspectos da pesquisa que desenvolvo sobre a presença de autorias negro-baianas na Literatura Brasileira contemporânea e sobre a constituição da autoria literária em textos negros. Mais detidamente, é realizada uma análise, com o aporte dos Estudos Literários, mas também de outros campos teórico-críticos, sobre a composição editorial do livro Bakulo, da autora Kota Gandaleci, publicado em 2021 pela editora Segundo Selo. Assim, o que se pretende é discutir de que forma essa autoria constrói, na cena performática da edição, os sentidos sobre uma autoria coletiva, já que seu livro de poesia é composto pelos seus poemas, pela ilustração de sua filha Eli Inaiê, pelas biografias de suas antepassadas, pelos bordados da sua avó Lídia dos Santo de Deus e pela orelha assinada por sua mãe Néngua Kolere Kueto. Preponderando, portanto, o interesse sobre a construção da vocalidade autoral e da presença de outras textualidades negras em sua constituição, o texto provoca os estudos clássicos da Teoria da Literatura, se aproximando das possibilidades inaugurais da obra estudada nas proposições sobre uma Teoria da Lírica Negra.
Downloads
Riferimenti bibliografici
ANTONACCI, Maria Antonieta (2017). Memórias ancoradas em corpos negros. São Paulo: Educ.
BERND, Zilá (2018). A persistência da memória. Porto Alegre: BesouroBox.
COLLOT, Michel (2018). A matéria-emoção. Tradução Patricia Souza Silva. 1 ed. Rio de Janeiro: Oficinas Raquel.
CORTAZZO, Uruguay (2018). Branquitude e Crítica Literária. Literafro. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/artigos/artigos-teorico-conceituais/48-uruguay-cortazzo-branquitude-e-critica-literaria. Acesso em: 11 de agosto de 2025.
DIAS, Fernanda (2019). Meus Cabelos Baobá. Direção de Fred Soares. Salvador, julho de 2025.
FONSECA, Maria Nazareth Soares (2012). Vozes em discordância na literatura afro-brasileira contemporânea. In: FIGUEIREDO, Maria do Carmo Lanna; FONSECA, Maria Nazareth Soares. Poéticas afro-brasileiras. Belo Horizonte: Mazza; PUC Minas.
FU-KIAU, Kimbwandende Kia Bunseki (2024). O livro africano sem título: Cosmologia dos Bantu-Kongo. Tradução de Tiganá Santana. Rio de Janeiro: Cobogó.
GANDALECI, Kota (2021). Bakulo. Salvador: Segundo Selo.
____ (2025). Entrevista concedida a Maia Dolores Sosin Rodriguez. Escrever Poesia Negra na Bahia. Ilhéus, 13 jun. 2025.
JESUS, Carolina Maria de (2017). Quarto de despejo: Diário de uma favelada. São Paulo: Ática.
MIRANDA, Fernanda Rodrigues de (2019). "Ponciá Vicêncio": narrativa e contramemória colonial. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 24, n. 2, p. 15–29. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2019v24n2p15. Acesso em: 11 ago. 2025.
PEREIRA, Edimilson de Almeida (2012). Cantopoemas: uma literatura silenciosa no Brasil. In: FIGUEIREDO, Maria do Carmo Lanna; FONSECA, Maria Nazareth Soares. Poéticas afro-brasileiras. Belo Horizonte: Mazza; PUC Minas.
PINHO, Osmundo (2021). Cativeiro: antinegritude e ancestralidade. 1.ed. Salvador: Editora Segundo Selo.
NATALI, Marcos Piason (2006). Além da Literatura. Literatura e Sociedade, São Paulo, Brasil, v. 11, n. 9, p. 30–43. Acesso em: 11 ago. 2025.
RODRIGUEZ, Maria Dolores Sosin (2022). Diáspora, Fabulação e Forja em Coreografias do Pensamento. Tese (Doutorado em Letras) – Universidade Federal da Bahia, Salvador.
SHARPE, Christina (2023). No vestígio: negridade e existência; traduzido por Jess Oliveira. São Paulo: Ubu Editora.
SODRÉ, Muniz (1998). Samba, o dono do corpo. Rio de Janeiro: Mauad.
Downloads
Pubblicato
Come citare
Fascicolo
Sezione
Licenza
Copyright (c) 2026 Maria Dolores Sosin Rodriguez

TQuesto lavoro è fornito con la licenza Creative Commons Attribuzione 4.0 Internazionale.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.