PARÂMETROS PARA ANÁLISE DA QUALIDADE DO PRÉ-NATAL NO BRASIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22481/rsc.v21i3.17418

Palabras clave:

Cuidado Pré-Natal, Atenção Primária à Saúde, Qualidade da Assistência à Saúde, Gravidez, Padrões de Referência, Brasil

Resumen

O acompanhamento pré-natal é um período crucial para garantir orientação, cuidado integral e manutenção da saúde da mãe e do feto, sendo fundamental a sua realização com qualidade. Diversos estudos utilizam instrumentos avaliadores para qualificar a assistência durante a gestação, mas muitos divergem em parâmetros essenciais, dificultando a padronização da avaliação do pré-natal. Este trabalho visa analisar as metodologias e critérios utilizados para avaliar a qualidade do pré-natal no Brasil. Foi realizada uma revisão de literatura com artigos publicados entre 2011 e 2023, utilizando os termos: Qualidade, Pré-natal, Brasil e seus correspondentes. A pesquisa identificou 3.660 publicações, das quais 49 foram selecionadas para análise completa. A análise mostrou que 53,1% (26/49) dos estudos usaram diretrizes do Ministério da Saúde para avaliar a qualidade do pré-natal, destacando-se o Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento, que foi utilizado em 24,5% (12/49) dos estudos. A maioria dos artigos (83,7%; 41/49) considerou o número mínimo de consultas como um marcador de qualidade, com 73,5% (36/49) exigindo no mínimo seis consultas. O estudo constatou que a falta de padronização dificulta a criação de um modelo universalmente aceito para avaliar a qualidade do pré-natal. Além disso, é essencial garantir acesso equitativo aos serviços de saúde e capacitação contínua dos profissionais para melhorar a qualidade do pré-natal em todo o Brasil.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

Vale CCR, Almeida NKO, Almeida RMVR. Association between prenatal care adequacy indexes and low birth weight outcome. Rev Bras Ginecol Obstet. 2021;43(4):256-63.

Esswein GC, et al. Atenção à Saúde do bebê na Rede Cegonha: um diálogo com a teoria de Winnicott sobre as especificidades do desenvolvimento emocional. Physis. 2021.

Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres. Brasília: Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa; 2016.

Brasil. Ministério da Saúde. Caderno de atenção básica nº 32: atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Ministério da Saúde; 2012.

Brasil. Ministério da Saúde. Manual de gestação de alto risco. Brasília: Ministério da Saúde; 2022.

Brasil. Ministério da Saúde. Nota Técnica para Organização da Rede de Atenção à Saúde com foco na Atenção Primária à Saúde e à

Atenção Ambulatorial Especializada – Saúde da Mulher na Gestação, Parto e Puerpério. São Paulo: Hospital Israelita Albert Einstein; 2019.

Baldin PEA, et al. Relação entre a educação pré-natal para o aleitamento materno e a técnica de amamentação. Rev Bras Saude Mater Infant. 2022;22:651-7.

Feltrin AFS, Manzano JP, Freitas TJA. Plano de parto no pré-natal: conhecimento dos enfermeiros da atenção primária à saúde. CuidArte Enferm. 2022;65-73.

Saavedra JS, Cesar JA. Uso de diferentes critérios para avaliação da inadequação do pré-natal: um estudo de base populacional no extremo Sul do Brasil. Cad Saude Publica. 2015;31(5):1003-14.

Kotelchuck M. An evaluation of the Kessner adequacy of prenatal care index and a proposed adequacy of prenatal care utilization index. Am J Public Health. 1994;84(9):1414-20.

Mendes KDS, Silveira RCPC, Galvão CM. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto Contexto Enferm. 2008;17:758-64.

NAS, DNAAPRÉ, Do Brasil, Áreas Urbanas e Rurais, Populacional, Estudo Transversal de Base. Antenatal care differences in Brazilian urban and rural areas: a cross-sectional population-based study. 2013.

Viellas EF, et al. Assistência pré-natal no Brasil. Cad Saude Publica. 2014;30(Suppl 1):S85-100.

Tomasi E, et al. Qualidade da atenção pré-natal na rede básica de saúde do Brasil: indicadores e desigualdades sociais. Cadernos de saúde pública, v. 33, p. e00195815, 2017.

Luz LA, Aquino R, Medina MG. Avaliação da qualidade da atenção pré-natal no Brasil. Saude Debate. 2018;42(Spe2):111-26.

Cunha AC, et al. Evaluation of prenatal care in Primary Health Care in Brazil. Rev Bras Saude Mater Infant. 2019;19:447-58.

Mario DN, et al. Qualidade do pré-natal no Brasil: Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Cienc Saude Colet. 2019;24(3):1223-32.

Oliveira RLA, Ferrari AP, Parada CMGL. Processo e resultado do cuidado pré-natal segundo os modelos de atenção primária: estudo de coorte. Rev Latino-Am Enfermagem. 2019;27.

Garnelo L, et al. Avaliação da atenção pré-natal ofertada às mulheres indígenas no Brasil: achados do Primeiro Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas. Cad Saude Publica. 2019;35(Suppl 3):e00181318.

Leal MC, et al. Prenatal care in the Brazilian public health services. Rev Saude Publica. 2020;54:8.

Neves RG, et al. Pré-natal no Brasil: estudo transversal do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, 2014. Epidemiol Serv Saude. 2020;29(1):e2019019.

Flores TR, et al. Desigualdades na cobertura da assistência pré-natal no Brasil: um estudo de abrangência nacional. Cienc Saude Colet. 2021;26:593-600.

Lessa MSA, et al. Pré-natal da mulher brasileira: desigualdades raciais e suas implicações para o cuidado. Cienc Saude Colet. 2022;27:3881-90.

Tomasi E, et al. Evolution of the quality of prenatal care in the primary network of Brazil from 2012 to 2018: What can (and should) improve?. PLoS One. 2022;17(1):e0262217.

Cesar JA, et al. Assistência pré-natal nos serviços públicos e privados de saúde: estudo transversal de base populacional em Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil. Cad Saude Publica. 2012;28:2106-14.

Anversa ETR, et al. Qualidade do processo da assistência pré-natal: unidades básicas de saúde e unidades de Estratégia Saúde da Família em município no Sul do Brasil. Cad Saude Publica. 2012;28:789-800.

Gomes RMT, César JA. Perfil epidemiológico de gestantes e qualidade do pré-natal em unidade básica de saúde em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Rev Bras Med Fam Comunidade. 2013;8(27):80-9.

Tomasi YT, et al. Do pré-natal ao parto: um estudo transversal sobre a influência do acompanhante nas boas práticas obstétricas no Sistema Único de Saúde em Santa Catarina, 2019. Epidemiol Serv Saude. 2021;30(1):e2020383.

Medeiros FF, et al. Acompanhamento pré-natal da gestação de alto risco no serviço público. Rev Bras Enferm. 2019;72:204-11.

Saavedra JS, Cesar JA, Linhares AO. Prenatal care in Southern Brazil: coverage, trend and disparities. Rev Saude Publica. 2019;53:40.

Barros AJD, et al. Antenatal care and caesarean sections: trends and inequalities in four population-based birth cohorts in Pelotas, Brazil, 1982-2015. Int J Epidemiol. 2019;48.

Genovesi FF, et al. Maternal and child health care: adequacy index in public health services. Rev Bras Enferm. 2020;73(Suppl 4):e20170757.

Cesar JA, Black RE, Buffarini R. Antenatal care in Southern Brazil: Coverage, trends and inequalities. Prev Med. 2021;145:106432.

Morón Duarte LS. Qualidade da assistência pré-natal e seus determinantes sociodemográficos: coorte de nascimentos de 2015 do município de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil [dissertação]. 2021.

Cesar JA, et al. Assistência pré-natal entre adolescentes no extremo sul do Brasil: adequação e fatores associados. Rev Bras Saude Mater Infant. 2023;23:e20220271.

Paula M, Höfelmann DA. Quality assessment of prenatal and puerperium care. Einstein (Sao Paulo). 2023;21:eAO0094.

Adami ADG, et al. Adequacy of prenatal care and associated factors in the State of Rio Grande do Sul, Brazil. Rev Saude Publica. 2023;57:68.

Santos Neto ET, et al. O que os cartões de pré-natal das gestantes revelam sobre a assistência nos serviços do SUS da Região Metropolitana da Grande Vitória, Espírito Santo, Brasil?. Cad Saude Publica. 2012;28:1650-62.

Domingues RMSM, et al. Avaliação da adequação da assistência pré-natal na rede SUS do Município do Rio de Janeiro, Brasil. Cad Saude Publica. 2012;28:425-37.

Vettore MV, et al. Avaliação da qualidade da atenção pré-natal dentre gestantes com e sem história de prematuridade no Sistema Único de Saúde no Rio de Janeiro, Brasil. Rev Bras Saude Mater Infant. 2013;13:89-100.

Polgliane RBS, et al. Adequação do processo de assistência pré-natal segundo critérios do Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento e da Organização Mundial de Saúde. Cienc Saude Colet. 2014;19:1999-2010.

Fonseca SC, Kale PL, Silva KS. Pré-natal em mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde em duas maternidades no Estado do Rio de Janeiro, Brasil: a cor importa?. Rev Bras Saude Mater Infant. 2015;15(2):209-17.

Andrade MV, et al. Family health strategy and equity in prenatal care: a population based cross-sectional study in Minas Gerais, Brazil. Int J Equity Health. 2017;16.

Maia VKV, et al. Evaluation of process indicators of the prenatal and birth humanization program and stork network. Rev Pesqui Cuid Fundam Online. 2017;9(4):1055-60.

Rusch GEC, et al. Determinantes da qualidade do pré-natal na Atenção Básica: o papel do Apoio Matricial em Saúde da Mulher. Cad Saude Colet. 2018;26:131-9.

Souza IA, Serinolli MI, Novaretti MCZ. Prenatal and puerperal care and indicators of severity: a study about the information available on pregnant women’s card. Rev Bras Saude Mater Infant. 2020;19:983-9.

Esposti CDD, et al. Desigualdades sociais e geográficas no desempenho da assistência pré-natal de uma Região Metropolitana do Brasil. Cienc Saude Colet. 2020;25:1735-50.

Fonseca SC, et al. Tendência das desigualdades sociodemográficas no pré-natal na Baixada Litorânea do estado do Rio de Janeiro, 2000-2020: um estudo ecológico. Epidemiol Serv Saude. 2022;31(3):e2022074.

Rocha RS, da Silva MGC. Assistência pré-natal na rede básica de Fortaleza-CE: uma avaliação da estrutura, do processo e do resultado. Rev Bras Promoc Saude. 2012;25(3):344-55.

Valente MMQP, et al. Assistência pré-natal: um olhar sobre a qualidade. Rev RENE. 2013;14(2):280-9.

Dias-da-Costa JS, et al. Inadequação do pré-natal em áreas pobres no Nordeste do Brasil: prevalência e alguns fatores associados. Rev Bras Saude Mater Infant. 2013;13:101-9.

Carvalho RASS, et al. Avaliação da adequação do cuidado pré-natal segundo a renda familiar em Aracaju, 2011. Epidemiol Serv Saude. 2016;25:271-80.

Goudard MJF, et al. Inadequação do conteúdo da assistência pré-natal e fatores associados em uma coorte no nordeste brasileiro. Cienc Saude Colet. 2016;21:1227-38.

Cruz RSBLC, et al. Assistência pré-natal no estado de Pernambuco: um estudo comparativo de inquéritos. Rev Baiana Saude Publica. 2019;43(2):337-56.

Silva EP, et al. Prenatal evaluation in primary care in Northeast Brazil: factors associated with its adequacy. Rev Saude Publica. 2019;53:43.

Mendes RB, et al. Avaliação da qualidade do pré-natal a partir das recomendações do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento. Cienc Saude Colet. 2020;25(3):793-804.

Pereira TTJ, et al. Assessment of prenatal care performed in primary care: a cross-sectional study linked to a pregnancy cohort. Medicina (Ribeirao Preto). 2023;56(4).

Guimarães WSG, et al. Acesso e qualidade da atenção pré-natal na Estratégia Saúde da Família: infraestrutura, cuidado e gestão. Cad Saude Publica. 2018;34(5):e00110417.

Brito PN, et al. Spatial distribution of prenatal indicators in the State of Tocantins 2001 to 2015. Rev Bras Saude Mater Infant. 2020;19:1023-32.

Correa ACP, et al. Analysis of the prenatal care in Cuiabá-Mato Grosso according to SISPRENATAL data. Rev Pesqui Cuid Fundam Online. 2013;5(2):3740-8.

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Manual de assistência pré-natal. 2ª ed. São Paulo: FEBRASGO; 2014.

World Health Organization. WHO Recommendations on Antenatal Care for a Positive Pregnancy Experience [Internet]. World Health Organization. 2016. Available from: https://www.who.int/publications/i/item/9789241549912

Bardi F, et al. Effect of prenatal screening on trends in perinatal mortality associated with congenital anomalies before and after the introduction of prenatal screening: a population‐based study in the northern Netherlands. Paediatr Perinat Epidemiol. 2021;35(6):654-

Albrecht M, Arck PC. Vertically transferred immunity in neonates: mothers, mechanisms and mediators. Front Immunol. 2020;11:555.

Brasil. Ministério da Saúde. Guia do pré-natal do parceiro para profissionais de saúde. 2ª ed. Brasília: Departamento de Gestão do Cuidado Integral; 2023.

Publicado

2026-03-20

Cómo citar

DA LUZ VITÓRIA, Rebeca; FERREIRA PINHO DE ALMEIDA, João Pedro; GONÇALVES DIAS, Juliana; MARIANA LIMA DE OLIVEIRA, Jéssica; NIAG DOS SANTOS ROCHA, Marla; DE OLIVEIRA TOZETTO KLEIN, Sibele. PARÂMETROS PARA ANÁLISE DA QUALIDADE DO PRÉ-NATAL NO BRASIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Saúde.com, [S. l.], v. 21, n. 3, 2026. DOI: 10.22481/rsc.v21i3.17418. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/rsc/article/view/17418. Acesso em: 19 may. 2026.

Número

Sección

Artigos de revisão