Percepções e vivências de mulheres brasileiras sobre a violência obstétrica: uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.22481/rsc.v22i2.18450Palavras-chave:
Violência obstétrica, Mulheres, Trabalho de parto, Direitos reprodutivos, Humanização do partoResumo
Objetivou-se analisar as experiências de mulheres brasileiras que vivenciaram a violência obstétrica, identificando impactos físicos, emocionais e sociais, e refletir sobre suas percepções do atendimento durante o parto. Trata-se de revisão integrativa da literatura realizada nas bases SciELO e BVS, incluindo LILACS e BDENF, com os descritores “Mulheres”, “Trabalho de Parto” e “Violência Obstétrica” combinados pelo operador AND. Foram incluídos artigos em português, publicados entre 2020 e 2025, com dados primários sobre mulheres que vivenciaram o parto. Após triagem e leitura completa, seis estudos compuseram a amostra final. Os resultados mostraram que a violência obstétrica é recorrente, incluindo episiotomia sem consentimento, manobra de Kristeller, ofensas verbais e negação de acompanhante, afetando principalmente mulheres jovens, negras e com baixa escolaridade. Muitas não reconhecem essas condutas como violência, reforçando sua invisibilidade e naturalização. Conclui-se que é essencial fortalecer a formação humanizada dos profissionais e promover políticas que garantam um parto respeitoso e centrado na mulher.
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