Aspectos epidemiológicos dos dependentes de substâncias psicoativas ilícitas internados em instituição psiquiátrica de Criciúma-SC

Autores

  • Zunei Votri Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

Palavras-chave:

drogas ilícitas, saúde mental, transtornos relacionados ao uso de opióides

Resumo

A pesquisa trata de um estudo documental descritivo de abordagem quantitativa, desenvolvida em outubro de 2008 no Hospital Psiquiátrico do município de Criciúma-SC, com o objetivo de identificar os aspectos epidemiológicos dos dependentes de substâncias psicoativas ilícitas. Os objetivos específicos do estudo foram: identificar dependentes de substâncias psicoativas ilícitas internados, através de prontuários da instituição; averiguar o número de reinternações psiquiátricas na população estudada; identificar os tipos de substâncias psicoativas ilícitas mais comuns, identificar aspectos epidemiológicos dos dependentes de substâncias psicoativas a partir de variáveis dependentes: sexo, idade, faixa etária, nível de instrução, etnia, estado civil e procedência; e variáveis independentes: tipo de substância usada, tempo de uso, número de internações e patologias clínicas associadas. Foram averiguados 193 prontuários, sendo que 13 foram identificados com diagnóstico de substâncias psicoativas ilícitas no período da coleta de dados, tendo a prevalência do sexo masculino (9), da etnia branca (11), a maioria solteiros (7), com um faixa etária jovem, em média 35 anos. A maioria internou involuntariamente (8) e o número de reinternações foi equivalente a 50% e outros 50% tendo sua primeira internação. Quanto aos tipos de substâncias psicoativas ilícitas mais utilizadas, as mais citadas foram maconha (20%), crack (17%) e cocaína (17%). Quase a metade da amostra possui doenças clínicas associadas, como cardiopatia, diabetes, hepatite C, hipertensão arterial e HIV (Vírus da Imunodeficência Humana). A partir destes resultados vê-se a importância de esclarecimento e organização de programas preventivos em relação ao uso e abuso de drogas num contexto geral.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Ebert MH, Loosen PT, Nurcombe B. Psiquiatria: Diagnóstico e Tratamento. Porto Alegre: Artmed; 2002.

Roeder MA. Atividade Física, Saúde mental e Qualidade de Vida. Rio de Janeiro: Shape; 2003.

Rocha NO. Drogas – respostas para as perguntas mais freqüentes. São Paulo: Geração Saúde; 2000.

CID-10. WinHelp 2000. Versão 8.00.133. Copyright 1990-2000 Blue Sky Corp; 2008.

Weiser KS, Weiser M, Davidson M. Uso de maconha na adolescência e risco de esquizofrenia. Revista Brasileira de Psiquiatria 2003; 25(23).

Rigoni MS. O consumo de maconha na adolescência e as conseqüências nas funções cognitivas. Psicologia em Estudo 2007; 12(2).

Cardoso SH, Sabbatini RME. Os efeitos da cocaína no cérebro. Revista Cérebro e Mente 1999 Jan-Mar; 3(8).

Lemos T, Zaleski M. As principais drogas: como elas agem e quais os seus efeitos. In: Pinski I, Bessa MA. Adolescência e drogas. Contexto; 2004.

Tavares BF, Béria JH, Lima MS. Prevalência do uso de drogas e desempenho escolar entre adolescentes. Revista Saúde Pública 2002 Abr; 35(2).

Brasil. II Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil: Estudo envolvendo as 108 maiores cidades do país 2005. [Citado em 2008 Out 31]. Disponível em http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/biblioteca/documentos/Dados_Estatisticos/populacao_brasileira/II_levantamento_nacional/brasil.pdf.

Kaplan HI, Sadock BJ, Grebb JA. Compêndio de Psiquiatria: Ciências do Comportamento e Psiquiatria Clínica. 9 ed. Porto Alegre: Artmed; 2007.

Downloads

Publicado

2010-02-02

Como Citar

VOTRI, Zunei. Aspectos epidemiológicos dos dependentes de substâncias psicoativas ilícitas internados em instituição psiquiátrica de Criciúma-SC. Saúde.com, [S. l.], v. 5, n. 2, p. 83–89, 2010. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/rsc/article/view/150. Acesso em: 25 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos originais