Internações por doenças respiratórias aguda grave segundo suas macrorregiões de saúde do Maranhão
DOI:
https://doi.org/10.22481/rsc.v19i2.12039Resumo
Analisar as internações por SRAG no estado do Maranhão durante o período de 2000-2019, segundo suas macrorregiões de saúde. Estudo ecológico baseado em dados de séries temporais, utilizando-se de dados estaduais entre 2000-2019. Foram consideradas três macrorregiões de saúde: Norte, Sul e Leste. Os dados coletados foram digitados em planilhas do Excel e a analise realizada pelo Stata® e Excel. O Teste qui-quadrado foram realizados para se verificar diferenças estatísticas na distribuição das prevalências de internação (α=5%). Para analise temporal utilizou-se a técnica de Prais-Winsten. Para análise espacial utilizou-se o software Geoda. Ocorreram 203.522 hospitalizações nas três macrorregiões do Maranhão tendo como causa base pelo menos um dos CIDs correspondentes às SRAG. Maior parte das internações foram na macrorregião Norte (49,1%). Nas três regiões, o sexo masculino, faixa etária de 0-19 anos e raça ignorada foram mais frequentes. A prevalência de internações por SRAG diferiram estatisticamente segundo sexo, idade e cor/raça (p-valor=0,001). A análise temporal apresentou tendência estacionária das internações e a análise espacial demonstrou padrão disperso dos casos dentro do estado, para ambas variáveis. As taxas de internação variaram de acordo com as características sociodemográficas, estando sua maioria em populações pertencentes a grupos mais vulneráveis.
Downloads
Referências
KSIAZEK, T. G. et al. A Novel Coronavirus Associated with Severe Acute Respiratory Syndrome. New England Journal of Medicine, [s. l.], v. 348, n. 20, p. 1953–1966, 15 maio 2003.
NEUMANN, G.; NODA, T.; KAWAOKA, Y. Emergence and pandemic potential of swine-origin H1N1 influenza virus. Nature, [s. l.], v. 459, n. 7249, p. 931–939, jun. 2009.
ASSIRI, A. et al. Epidemiological, demographic, and clinical characteristics of 47 cases of Middle East respiratory syndrome coronavirus disease from Saudi Arabia: a descriptive study. Lancet Infectious Diseases, [s. l.], v. 13, n. 9, p. 752–761, set. 2013.
GUAN, W. et al. Clinical Characteristics of Coronavirus Disease 2019 in China. New England Journal of Medicine, [s. l.], v. 382, n. 18, p. 1708–1720, 30 abr. 2020.
ARABI, Y. M.; MURTHY, S.; WEBB, S. COVID-19: a novel coronavirus and a novel challenge for critical care. Intensive Care Medicine, [s. l.], v. 46, n. 5, p. 833–836, 1 maio 2020.
JIANG, F. et al. Review of the Clinical Characteristics of Coronavirus Disease 2019 (COVID-19). Journal of General Internal Medicine, [s. l.], v. 35, n. 5, p. 1545–1549, 1 maio 2020.
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. A gestão de riscos e governança na pandemia por COVID-19 no Brasil: análise dos decretos estaduais no primeiro mês: relatório técnico e sumário executivo. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2020. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/41452. Acesso em: 19 mar. 2022.
LEAL, L. F. Epidemiologia e uso de medicamentos para doenças respiratórias crônicas no Brasil. 2019. Tese (Doutorado em Epidemiologia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2019. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/198945. Acesso em: 19 mar. 2022.
MARINHO, F. et al. Burden of disease in Brazil, 1990–2016: a systematic subnational analysis for the Global Burden of Disease Study 2016. The Lancet, [s. l.], v. 392, n. 10149, p. 760–775, 1 set. 2018.
BASTOS, L. S. et al. COVID-19 e hospitalizações por SRAG no Brasil: uma comparação até a 12ª semana epidemiológica de 2020. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 36, n. 3, e00070120, 2020. Disponível em: http://www.scielo.br/j/csp/a/KQxzHZdFHcPx5CftPXZKwgs/. Acesso em: 19 mar. 2022.
LIPSITCH, M.; SWERDLOW, D. L.; FINELLI, L. Defining the Epidemiology of Covid-19 — Studies Needed. New England Journal of Medicine, [s. l.], v. 382, n. 13, p. 1194–1196, 26 mar. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Informações de Saúde (TABNET): estatísticas vitais. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br. Acesso em: 25 mar. 2021.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Estimativas de população residente nos municípios brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 2019. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ma/pinheiro/panorama. Acesso em: 30 dez. 2021.
MARANHÃO. Governo do Estado. Secretaria do Estado da Saúde. Macrorregião de Saúde. São Luís: SES-MA, 2018. Disponível em: https://www.mpma.mp.br/arquivos/CAOPSAUDE/Anexo_Resolu%C3%A7%C3%A3o_CIBMA_n%C2%BA_64-2018.pdf. Acesso em: 28 mar. 2021.
AZAMBUJA, H. C. S.; CARRIJO, M. F.; MARTINS, T. C. R.; LUCHESI, B. M. O impacto da vacinação contra influenza na morbimortalidade dos idosos nas regiões do Brasil entre 2010 e 2019. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 36, n. 11, e00236419, 20 nov. 2020. Disponível em: http://www.scielo.br/j/csp/a/cgWr4YqwJCmqP3zNGbj3M8v/?lang=pt. Acesso em: 23 mar. 2022.
FREITAS, A. R. R.; DONALISIO, M. R. Respiratory syncytial virus seasonality in Brazil: implications for the immunisation policy for at-risk populations. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, v. 111, n. 5, p. 294–301, 29 mar. 2016.
GEMMATI, D. et al. COVID-19 and Individual Genetic Susceptibility/Receptivity: Role of ACE1/ACE2 Genes, Immunity, Inflammation and Coagulation. Might the Double X-Chromosome in Females Be Protective against SARS-CoV-2 Compared to the Single X-Chromosome in Males?. International Journal of Molecular Sciences, [s. l.], v. 21, n. 10, p. 3474, 14 maio 2020.
MARTÍNEZ-GÓMEZ, L. E. et al. ACE and ACE2 Gene Variants Are Associated With Severe Outcomes of COVID-19 in Men. Frontiers in Immunology, [s. l.], v. 13, p. 812940, 17 fev. 2022.
FREIRE, P. P. et al. The relationship between cytokine and neutrophil gene network distinguishes SARS-CoV-2-infected patients by sex and age. JCI Insight, [s. l.], v. 6, n. 10, e148943, 2021.
RIBEIRO, I. G.; SANCHEZ, M. N. Avaliação do sistema de vigilância da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) com ênfase em influenza, no Brasil, 2014 a 2016. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, DF, v. 29, n. 2, e2019280, 12 jun. 2020. Disponível em: http://www.scielo.br/j/ress/a/kzbYgBQgggY3vyYPSS5VT3M/?lang=pt. Acesso em: 18 mar. 2022.
GASPAR, M. A. R. et al. Desigualdade social e hospitalizações por pneumonia em crianças menores de cinco anos no Estado do Maranhão, Brasil. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, Recife, v. 20, p. 81–89, 11 maio 2020.
DURANS, K. C. N. et al. Avaliação da cobertura vacinal e internações por condições sensíveis à atenção primária preveníveis por imunização. Saúde, Santa Maria, v. 47, n. 1, 8 jul. 2021. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/revistasaude/article/view/65262. Acesso em: 18 mar. 2022.
GOMES, R. N. S. et al. Avaliação físico-funcional de salas de vacinas da rede pública municipal de Caxias-MA. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online, Rio de Janeiro, v. 8, n. 4, p. 3793–3802, 2016.
SILVA, N. N. da et al. Acesso da população negra a serviços de saúde: revisão integrativa. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, DF, v. 73, supl. 1, e20180846, 1 jun. 2020. Disponível em: http://www.scielo.br/j/reben/a/nMTkjYhjBNwbqmQCDZNPKzM/. Acesso em: 19 mar. 2022.
ARRUDA, N. M.; MAIA, A. G.; ALVES, L. C. Desigualdade no acesso à saúde entre as áreas urbanas e rurais do Brasil: uma decomposição de fatores entre 1998 a 2008. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 34, n. 6, e00213816, 21 jun. 2018. Disponível em: http://www.scielo.br/j/csp/a/zMLkvhHQzMQQHjqFt3D534x/. Acesso em: 19 mar. 2022.
GEHA, Y. F. et al. Análise epidemiológica comparativa entre as pandemias causadas pelos vírus Influenza A(H1N1)pdm09 e SARS-CoV-2 no estado do Pará, Brasil. Revista Pan-Amazônica de Saúde, Ananindeua, v. 12, p. e202100014, 2021. Disponível em: http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S2176-62232021000100014&lng=pt. Acesso em: 18 mar. 2022.
ALMEIDA, A.; CODEÇO, C.; LUZ, P. M. Seasonal dynamics of influenza in Brazil: the latitude effect. BMC Infectious Diseases, [s. l.], v. 18, n. 1, p. 695, 27 dez. 2018.
TOMBOLATO, M. M.; OLIVEIRA, J. B. de; CARDOSO, C. A. L. Análise epidemiológica de doenças respiratórias entre 2015 a 2020 no território brasileiro. Research, Society and Development, [s. l.], v. 10, n. 7, e46610716819, 29 jun. 2021.
JALDIN, A. E. M. et al. Análise dos casos de gripe A(H1N1) no Brasil e no estado do Maranhão de 2009 a 2019. Research, Society and Development, [s. l.], v. 10, n. 12, e453101219318, 26 set. 2021.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Revista Saúde.com

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
