Nível de atividade física habitual e qualidade de vida de mulheres com fibromialgia

Autores

  • Manoela de Oliveira Nascimento Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Palavras-chave:

Fibromialgia, Qualidade de Vida, Atividade Física

Resumo

A síndrome da Fibromialgia (FM) é uma condição de dor crônica, generalizada, de difícil tratamento e contribui para declínio da aptidão cardiorrespiratória e da qualidade de vida. Este estudo objetivou analisar a associação entre o nível de atividade física e a qualidade de vida de mulheres com FM. Caracterizou-se como estudo transversal e a população foi constituída por 22 mulheres com FM atendidas no município de Itabuna – BA. O diagnóstico de FM foi de acordo com critérios do Colégio Americano de Reumatologia. O instrumento de coleta de dados foi constituído pelo Questionário do Impacto da Fibromialgia e Questionário Internacional de Atividade Física. Para análise dos dados, foram utilizados procedimento da estatística descritiva (média, desviopadrão, frequência e percentagem) e inferencial (teste Quiquadrado e teste de Fischer), nível de significância de p≤0.05. A média de idade das entrevistadas foi de 41,05 (DP=6,543) anos, variando entre 27 e 56 anos. Na atividade física geral, 45,5% foram consideradas ativas fisicamente. Ao analisar as dimensões da atividade física, como meio transporte, apenas 31,8% são ativos e na dimensão do lazer, apenas 27,3%. A avaliação do nível de qualidade de vida dos sujeitos revelou que 72,7% apresentam qualidade de vida negativa, enquanto apenas 27,3% referem ter uma qualidade de vida positiva. O presente estudo mostrou que a fibromialgia acomete preferencialmente mulheres e que essa síndrome interfere na qualidade de vida das pacientes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Martinez JE, Ferraz MB, Sato EI, et al. Fibromyalgia vs rheumatoid arthritis: a longitudinal comparison of quality of life. J Rheumatol. 1995; 22(2): 201-4.

Wolfe F, et al. The American College of Rheumatology 1990 Criteria for the Classification of Fibromyalgia. Report of the Multicenter Criteria Committee. Arthritis and Rheumatism. 1990; 33(2): 160-72.

Santos LA da L, Santos DL. A influência da prática regular de kundalini yoga sobre variáveis funcionais em indivíduos portadores da síndrome da fibromialgia. R. bras. Ci e Mov. 2008; 16(2): 7-15.

David C, Lloyd R. Reumatologia para fisioterapeutas. São Paulo: Premier; 2001.

Martinez JE, Panossian C, Gavioli F. Estudo comparativo das características clínicas e abordagem de pacientes com fibromialgia atendidos em serviço público de reumatologia e em consultório particular. Rev. Bras. Reumatologia. 2006; 46(1): 32-36.

Marty P. A psicossomática do adulto. Porto Alegre: Artes Médicas; 1993.

Aisenstein M. The indissociable unity of psyche and soma: a view from the Paris Psychosomatic School. Int. J. Psychoanal. 2006; 87: 667-80.

Arnold RP, Rogers D, Cook DAG. Medical problems of adults who were sexually abused in childhood. BMJ - British Medical Journal. 1990; 300: 705-8.

Velasco ES, et al. Ejercicio aeróbico e hidrocinesiterapia en el síndrome fibromiálgico. Fisioterapia. 2005; 27(3): 152-60.

Bennett RM. Beyond fibromyalgia: ideas on etiology and treatment. J Rheumatol. 1989; 16: 185-191.

Wolfe F, et al. The prevalence and characteristics of fibromyalgia in the general population. Arthritis Rheum. 1995; 30(1): 19-29.

Ehrlich GE. Pain is real: fibromyalgia isn’t. J Rheumatol. 2003; 30: 1666-1667.

Blumer D, Klerman GL. Chronic pain as a variant of depressive disease: The pain prone disorder. J. Nerv. Ment Dis. 1982; 170: 381-406.

Jones KD, Clark S, Bennett RM. Prescribing exercise for people with fibromyalgia. AACN Clinical Issues. 2002; 13(2): 277-93.

Valim V. Benefícios dos exercícios físicos na fibromialgia. Rev. Bras. Reumatologia. 2006; 46(1): 49-55.

Mense S. Nociception from skeletal muscle pain in relation to clinical muscle pain. Pain. 1993; 54: 241-289.

Russell IJ. Neurohormonal: abnormal laboratory findings related to pain and fatigue in fibromyalgia. J. Musculoskeletal Pain. 1995; 3: 59-65.

BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contagem Populacional. Disponível em: http://www.ibge.gov.br.

Marques AP, Santos AMB, Assumpção A, et al. Validação da versão brasileira do Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ). Rev. Bras. Reumatologia. 2006; 46(1).

Benedetti TB, Mazo GZ, Barros MVG. Aplicação do Questionário Internacional de Atividades Físicas para avaliação do nível de atividades físicas de mulheres idosas: validade concorrente e reprodutibilidade teste-reteste. Rev. Bras. Ci e Mov. 2004; 12(1): 25-34.

WHO. User’s Guide to the Self-Reporting Questionnaire (SRQ). Geneva: World Health Organization; 1994.

Benedetti TB, et al. Aplicação do questionário internacional de atividades físicas para avaliação do nível de atividades físicas de mulheres idosas: validade concorrente e reprodutibilidade teste-reteste. R. bras. Ci e Mov. 2004; 12: 25-34.

Rocha SV, et al. Fatores associados à atividade física no lazer entre residentes de áreas urbanas de um município do nordeste do Brasil. Rev. Bras. Cineantropom. Desempenho Hum. 2011; 13: 257-264.

Fleck MPA, et al. Aplicação da versão em português do instrumento abreviado de avaliação da qualidade de vida “WHOQOL-bref”. Rev Saúde Pública. 2000; 4: 178-83.

Filipon APM. A influência do trauma infantil na fibromialgia em mulheres [dissertação]. Porto Alegre: Faculdade de Medicina, UFRGS; 2008. 94 f.

Martinez JE, et al. Fibromialgia: o desafio do diagnóstico correto. Editorial. Rev. Bras. Reumatologia. 2006; 46(1): 3-10.

Mäkelä M, Heliövaara M. Prevalence of primary fibromyalgia in the Finnish population. BMJ - British Medical Journal. 1991; 303: 216-9.

Cathey MA, Wolfe F, Kleinheksel SM, Hawley DJ. Socioeconomic impact of fibrositis: a study of 81 patients with primary fibrositis. Am. J. Med. 1986; 81 (suppl 3A): 78-84.

Alarcon GS, Bradley LA. Coming out of the closet: fibromyalgia in the 1990’s. An American Perspective. Rev Bras Reumatol. 1994; 34: 49-52.

Maeda CM, Martinez JE, Neder M. Efeito da eutonia no tratamento da fibromialgia. Rev. Bras. Reumatologia. 2006; 46(1): 3-10.

Goldenberg DL. Fibromyalgia syndrome: an emerging but controversial condition. J. Am. Med. Assoc. 1987; 257: 2782-7.

Moldofsky H. Nonrestorative sleep and symptoms after a febrile illness in patients with fibrositis and chronic fatigue syndromes. J Rheumatol. 1989; 16: 150-3.

Santo ASE. Avaliação do equilíbrio em mulheres com e sem fibromialgia e sua relação com dor, flexibilidade e qualidade de vida [dissertação]. São Paulo: Faculdade de Medicina da USP; 2009.

Mota J, Santos MP, Ribeiro JC. Differences in leisure-time activities according to level of physical activity in adolescents. J Phys Act Health. 2008; 5(2): 286-93.

Katzmarzyk PT, Malina RM. Contribution of organized sports participation to estimated daily energy expenditure in youth. Pediatr Exerc Sci. 1998; 10: 378-86.

Pomerleau J, Pederson LL, Ostbye T, et al. Health behaviours and socio-economic status in Ontario, Canada. American Journal of Epidemiology. 1997; 613-620.

Taylor CB, Baranowski T, Young DR. Physical Activity interventions in Low-Income, Ethnic minority, and populations with disability. American Journal of Preventive Medicine. 1998; 15(4): 334-43.

Cardoso FS, et al. Avaliação da qualidade de vida, força muscular e capacidade funcional em mulheres com fibromialgia. Rev Bras Reumatol. 2011; 51(4): 338-50.

Homann D, et al. Avaliação da capacidade funcional de mulheres com fibromialgia: métodos diretos e autorrelatados. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum. 2011; 13(4): 292-298.

Harrop-Griffiths J, et al. The association between chronic pelvic pain, psychiatric diagnoses, and childhood sexual abuse. Obstet Gynecol. 1998; 71: 589-94.

Ribeiro LS, Proietti FA. Fibromialgia e Estresse Infeccioso: Possíveis Associações Entre a Síndrome de Fibromialgia e Infecções Viróticas Crônicas. Rev Bras Reumatol. 2005; 45(1): 20-9.

Santos AMB, et al. Depressão e Qualidade de Vida em Pacientes com fibromialgia. Rev. bras. Fisioter. 2006; 10(3): 317-24.

Burckhardt CS, Clark SR, Bennet RM. The fibromyalgia impact questionnaire: development and validation. J Rheumatol. 1991; 18: 728-733.

Carvalho PM, et al. A Atividade Física na Melhora da Qualidade de Vida em Pacientes Portadores de Fibromialgia. Revisa. 2014; 3: 43-52.

Campos RMS, Silva A, Queiroz SS, Mônico Neto M, Roizenblatt S, Tufik S, & Mello MT. Fibromialgia: nível de atividade física e qualidade do sono. Motriz, Rio Claro. 2011; 17(3): 468-476.

Chaitow L. Síndrome da fibromialgia: um guia para tratamento. São Paulo: Manole; 2002.

Apsen Farmacêutica. A "cura" da fibromialgia. Disponível em: http://www.fibromialgia.com.br.

Stephens S, Feldman BM, Bradley N, et al. Feasibility and effectiveness of an aerobic exercise program in children with fibromyalgia: results of a randomized controlled pilot trial. Arthritis Rheum. 2008; 59(10): 1399-406.

Gualano B, et al. Efeitos terapêuticos do treinamento físico em pacientes com doenças reumatológicas pediátricas. Rev Bras Reumatol. 2011; 51(5): 484-96.

Downloads

Publicado

2015-03-17

Como Citar

NASCIMENTO, Manoela de Oliveira. Nível de atividade física habitual e qualidade de vida de mulheres com fibromialgia. Saúde.com, [S. l.], v. 11, n. 1, p. 48–58, 2015. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/rsc/article/view/343. Acesso em: 25 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos originais