Desigualdades de gênero: uma revisão narrativa

Authors

  • Amália Ivine Santana Mattos Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)

Keywords:

Identidade de gênero, Saúde, Trabalho, Desigualdades em saúde

Abstract

A constatação de desigualdades entre homens e mulheres destacada pelos estudos de gênero representou a ruptura com a tendência de se buscar no determinismo biológico a explicação para as desigualdades entre homens e mulheres. O objetivo foi discutir desigualdades de gênero sob a perspectiva das diferenças entre gênero, trabalho e saúde. Trata-se de estudo qualitativo de revisão narrativa que utilizou publicações de 1990 até 2012 em português e inglês, além de dados dos sistemas de informação do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. As informações apresentadas revelam a necessidade de entendimento do processo de construção social das diferenças entre homens e mulheres e de como isto tem contribuído para uma distribuição desigual do poder e, consequentemente, de geração de desigualdades de gênero.

Downloads

Download data is not yet available.

References

Kergoat D. Relações sociais de sexo e divisão sexual do trabalho. In: Lopes MJM, Meyer DE, Waldow VR, organizadores. Gênero e saúde. Porto Alegre: Artes Médicas; 1996. p. 19-28.

Soihet R. História das mulheres e história de gênero: um depoimento. Cadernos Pagu. 1998; (11): 77-87.

Dias ARC, Machado C. Gênero e violência conjugal – uma relação cultural. Análise Psicológica. 2008; 4(XXVI): 571-86.

IBGE. Síntese de Indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira. Rio de Janeiro: IBGE; 2012.

IBGE. Pesquisa mensal do emprego. Mulher no mercado de trabalho: perguntas e respostas. Rio de Janeiro: IBGE; 2012.

DATASUS. Informações de saúde – Epidemiológicas e morbidade. 2013. [Citado 2013 Dez 14]. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br.

Rother ET. Revisão sistemática X revisão narrativa. Acta paulista de enfermagem. 2007; 20(2): v-vi.

Krieger N. Genders, sexes and health: what are the connections – and why does it matter? International Journal of Epidemiology. 2003; 32: 625-57.

Aquino EML. Gênero e saúde: perfil e tendências da produção científica no Brasil. Revista de Saúde Pública. 2006; 40(esp.): 121-32.

Laqueur T. La construcción del sexo. Cuerpo y gênero desde los griegos hasta Freud. Traducción de Eugenio Portela. Madrid: Cátedra; 1994.

Carloto CM. O conceito de gênero e sua importância para a análise das relações sociais. Serviço Social em Revista. 2000; 3(2).

Olinto MTA. Reflexões sobre o uso de gênero e/ou sexo em epidemiologia: um exemplo dos modelos hierarquizados de análise. Revista Brasileira de Epidemiologia. 1998; 1(2): 162-9.

Scott J. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade. 1990; 16(2): 5-22.

Houaiss A. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Objetiva; 2001.

Fausto-Sterling A. Sexing the body. New York: Basic Books; 2000.

Araújo TM, Godinho TM, Reis EJFB, Almeida MMG. Diferenciais de gênero no trabalho docente e repercussões sobre a saúde. Ciências & Saúde Coletiva. 2006; 11(4): 1117-29.

Silva MEDC, Alvarenga WA, Silva SS, Barbosa LDCS, Rocha SS. Resistência do homem às ações de saúde: percepção de enfermeiras da estratégia saúde da família. Revista Interdisciplinar NOVAFAPI. 2010; 3(3): 21-5.

Bruschini MCA. Trabalho e gênero no Brasil nos últimos dez anos. Cadernos de Pesquisa. 2007; 37(132): 537-72.

Araújo TM, Rotenberg L. Relações de gênero no trabalho em saúde: a divisão sexual do trabalho e a saúde dos trabalhadores. In: Assunção AA, Brito J, organizadores. Trabalhar na saúde. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ; 2001. p. 131-51.

Lemos CG, Bueno JMH, Balão S, Silva LB, Silva PL. Carreira profissional e relações de gênero: um estudo comparativo em estudantes universitários. Boletim de Psicologia. 2005; 55(123): 129-48.

Hirata H, Kergoat D. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Cadernos de Pesquisa. 2007; 37(132): 595-609.

Carloto CM. Gênero, reestruturação produtiva e trabalho feminino. Serviço Social em Revista. 2001; 4(2).

Aquino EML, Menezes GMS. Para pensar o exercício da paternidade: contribuições a partir de um estudo sobre trabalho e saúde das mulheres. In: Silveira P, organizador. Exercício da paternidade. Porto Alegre: Artes Médicas; 1997. p. 131-41.

Breilh J. La inequidad y la perspectiva de los sin poder: construcción de lo social y el gênero. In: Breilh J, organizador. Cuerpos, diferencias y desigualdades. Bogotá: Utópica Ediciones; 1998.

Pinheiro RS, Viacava F, Travassos C, Brito AS. Gênero, morbidade, acesso e utilização de serviços de saúde no Brasil. Ciência e Saúde Coletiva. 2002; 7(4): 687-707.

Rabasquinho C, Pereira H. Gênero e saúde mental: Uma abordagem epidemiológica. Análise Psicológica. 2007; 3(xxv): 439-53.

Cardoso FL. Inversões do papel de gênero: “Drag Queens”, travestismo e transexualismo. Psicologia: Reflexão e Crítica. 2005; 18(3): 421-30.

Schraiber LB, Gomes R, Couto MT. Homens e saúde na pauta da saúde coletiva. Ciência & Saúde Coletiva. 2005; 10(1): 7-17.

Brasil. Secretaria de Direitos Humanos. Relatório sobre violência homofóbica no Brasil: ano de 2012. Brasília: Ministério da Justiça; 2013.

Vieira ED. Reflexões sobre violência de gênero a partir do filme preciosa. Revista eletrônica do curso de Pedagogia do campus Jataí-UFG. 2011; 2(11): 13p.

Ferraz D, Kraiczyk J. Gênero e Políticas Públicas de Saúde – construindo respostas para o enfrentamento das desigualdades no âmbito do SUS. Revista de Psicologia da UNESP. 2010; 9(1): 70-82.

Couto MT, Gomes R. Homens, saúde e políticas públicas: a equidade de gênero em questão. Ciências & Saúde Coletiva. 2012; 17(10): 2569-78.

Viana LG, Alcântara RLS. Corpos além do binário? A política nacional de saúde integral de LGBT e a inteligibilidade. In: Anais da V Jornada Internacional de Políticas Públicas. São Luís: UFMA; 2011. Disponível em: http://www.joinpp.ufma.br.

Mello L, Brito W, Maroja D. Políticas públicas para a população LGBT no Brasil: notas sobre alcances e possibilidades. Cadernos Pagu. 2012; (39): 403-29.

Published

2015-09-15

How to Cite

SANTANA MATTOS, Amália Ivine. Desigualdades de gênero: uma revisão narrativa. Saúde.com, [S. l.], v. 11, n. 3, p. 266–279, 2015. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/rsc/article/view/372. Acesso em: 25 may. 2026.

Issue

Section

Artigos de revisão