Cobertura do exame citopatológico do colo do útero na atenção primária de um município do sudoeste baiano
DOI:
https://doi.org/10.22481/rsc.v22i2.18747Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Cobertura de Serviços de Saúde, Neoplasias do Colo do ÚteroResumo
O presente estudo teve como objetivo analisar a cobertura do exame citopatológico do colo do útero na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, baseado na análise de dados secundários provenientes do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica, referentes a um período definido, com cálculo e interpretação do indicador conforme as diretrizes do Programa Previne Brasil. Os resultados evidenciaram crescimento progressivo da cobertura ao longo do período analisado; contudo, os percentuais permaneceram abaixo da meta pactuada pelo programa (40%), variando entre 16% e 26%, e distantes do parâmetro de 80% recomendado como ideal para impacto significativo na redução da incidência e mortalidade por câncer do colo do útero. A análise sugere que fragilidades na organização das ações de rastreamento, no acesso das mulheres aos serviços, na busca ativa da população-alvo e na qualidade dos registros nos sistemas de informação interferem tanto na efetividade das ações quanto na mensuração da cobertura. Conclui-se que, apesar dos avanços normativos e institucionais, o fortalecimento da cobertura do exame citopatológico na APS demanda a qualificação do processo de trabalho, a ampliação do acesso equitativo, o acompanhamento longitudinal das mulheres e o uso estratégico da informação em saúde, visando à melhoria da gestão do cuidado e à prevenção do câncer do colo do útero.
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