ASSOCIAÇÃO DA IDADE E TEMPO DE INTERNAÇÃO COM TIPO DE PARTO E ABORTOS

Autores/as

  • Hemilena Carmo Silva Santos
  • Rosilane Dias Souza
  • Rodrigo Santos de Queiroz
  • Cleber Souza de Jesus

Resumen

A escolha do tipo de parto pode influenciar em aumento de custos, riscos à saúde materno-infantil e deve estar em conformidade com políticas nacionais e internacionais. O objetivo do presente estudo é analisar as características dos atendimentos obstétricos de um Hospital Geral do interior da Bahia e verificar a associação entre tempo de internação, tipo de parto e aborto. Trata-se de um estudo retrospectivo e analítico que avaliou dados de 281 prontuários num período de um ano. Do total de atendimento obstétricos, 135 (48,0%) foram partos cesáreos, 106 (37,7%) naturais e 40 (14,3%) internações por aborto. As mulheres que realizaram parto cesáreo (OR = 2,37; IC95%: 1,6-3,5) e abortaram (OR = 2,38; IC95%: 1,6-3,53) permanecem mais tempo internadas no hospital em comparação com as mulheres que realizaram parto natural. Assim, percebe-se elevada frequência de parto cesáreo e abortos na amostra estudada, o que contribuiu para um aumento no tempo de internação hospitalar. Existe clara necessidade de ações mais efetivas para adequação às normas do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento, principalmente com relação ao incentivo ao parto natural.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

Cruz EG. Perfil de Atendimento de uma Maternidade Estadual de Referência Secundária de Alto Risco em Caruaru, Pernambuco [dissertação]. Recife: Universidade Federal de Pernambuco; 2010.

Cecconello F, Ferraz L. O perfil sócio-demográfico e patológico de gestantes e puérperas admitidas na unidade de terapia intensiva de um hospital do oeste catarinense. Ágora: R. Divulg. Cient. 2010; 17(1): 1-15.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Parto, Aborto e Puerpério: assistência humanizada à mulher. Brasília: Ministério da Saúde; 2003.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Programa de humanização no pré-natal e nascimento. Humanização no Parto. Brasília: Ministério da Saúde; 2000.

Amorim MMR, Souza AS, Porto AMF. Indicações de cesariana baseadas em evidências: parte I. Rev. Feminina. 2010; 38(8): 415-22.

Riquinho D, Correia SG. Mortalidade materna: perfil sócio-demográfico e causal. Rev. Bras. Enferm. 2006; 59(3): 303-7.

World Health Organization (WHO). Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde: 10ª Revisão (CID-10). São Paulo: CBCD; 1995.

Brasil. Ministério da Saúde. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2011.

Renner FW, et al. Perfil epidemiológico das puérperas e dos recém-nascidos atendidos na maternidade de um hospital de referência do interior do Rio Grande do Sul no primeiro semestre de 2014. Bol. Cient. Pediatr. 2015; 4(2): 27-32.

Pádua KS, et al. Fatores associados à cesariana em hospitais brasileiros. Rev. Saúde Pública. 2010; 44(1): 70-9.

Freitas PF, et al. Fatores médicos e não-médicos associados às cesarianas em um hospital universitário no Sul do Brasil. Cad. Saúde Pública. 2008; 24(5): 1051-1061.

D’Orsi E, et al. Desigualdades sociais e satisfação das mulheres com o atendimento no parto no Brasil: estudo nacional de base hospitalar. Cad. Saúde Pública. 2014; 30(Supl 1): S154-S168.

Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS. Informações de Saúde (TABNET). 2012. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br.

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 306, de 28 de março de 2016. Aprova as Diretrizes de Atenção à Gestante: a operação cesariana. Brasília: Ministério da Saúde; 2016.

Faúndes A, Cecatti JG. A operação Cesárea no Brasil: incidência, tendências, causas, consequências e propostas de ação. Cad. Saúde Pública. 1991; 7(2): 150-173.

Osava RH, et al. Caracterização das cesarianas em centro de parto normal. Rev. Saúde Pública. 2011; 45(6): 1036-43.

Brasil. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Média de permanência maternidade. v. 1. Brasília: ANS; 2013.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2005.

Anjos KF, et al. Aborto e saúde pública no Brasil: reflexões sob a perspectiva dos direitos humanos. Saúde Debate. 2013; 37(98): 504-515.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Abortamento previsto em lei em situações de violência sexual. Brasília: Ministério da Saúde; 2008.

Frigério MV, et al. Aspectos bioéticos e jurídicos do abortamento seletivo no Brasil. In: Aborto Legal – Implicações éticas e religiosas. São Paulo: Católicas pelo Direito de Decidir; 2002.

Ramos KS. Mulheres hospitalizadas por abortamento em uma maternidade-escola na cidade do Recife. Rev. Esc. Enferm. USP. 2010; 44(3): 605-10.

Santos VC, et al. Criminalização do aborto no Brasil e implicações à saúde pública. Revista Bioética. 2013; 21(3): 494-508.

Publicado

2017-12-01

Cómo citar

CARMO SILVA SANTOS, Hemilena; DIAS SOUZA, Rosilane; SANTOS DE QUEIROZ, Rodrigo; SOUZA DE JESUS, Cleber. ASSOCIAÇÃO DA IDADE E TEMPO DE INTERNAÇÃO COM TIPO DE PARTO E ABORTOS. Saúde.com, [S. l.], v. 13, n. 4, 2017. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/rsc/article/view/3614. Acesso em: 25 may. 2026.

Número

Sección

Artigos originais