ANÁLISE ESPACIAL DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NOS ANOS DE 2012 E 2013
DOI:
https://doi.org/10.22481/rsc.v14i4.4557Resumen
A violência contra a mulher configura-se como problema de saúde pública em virtude dos elevados índices de morbidade e mortalidade. Dessa forma, a utilização de ferramentas computacionais são úteis para ampliar e potencializar a análise do espaço socioterritorial parapossíveis áreas derisco deviolênciacontraa mulher. Este estudo objetivou analisar a distribuição geográfica da violência contra as mulheres notificadas em Sobral, Ceará, nos anos de 2012 e 2013. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, de referência transversal. Os dados são secundários, originados dos registros do SINAN - NET, após a intervenção PET-Saúde para notificação dos casos de violênciaregistradospelaDelegaciadaMulher de Sobral. A partir deste estudo, verificou-se um aumento das notificações após a intervenção realizada pelo PET. Além disso, percebeu-se a prevalência de mulheres jovens- adultas, com escolaridade ignorada, casadas ou separadas. As violências psicológicas e físicas foram mais frequentes e os bairros com ocorrência foram os com menores condições socioeconômicas, excetuando- se o centro. O Geoprocessamento é uma ferramenta importante para analisar a situação territorial e subsidiar elaboração de planos e políticas públicas para o enfrentamento desseproblemaesuaprevenção.
Descargas
Citas
Guimarães MC. A formação pessoal de psicólogos/as e o trabalho com violência doméstica contra a mulher [tese]. Brasília: Universidade de Brasília; 2014. Disponível em: http://www.repositorio.unb.br.
Acosta DF, Gomes VLO, Barlem ELD. Perfil das ocorrências policiais de violência contra a mulher. Acta Paul. Enferm. 2013; 26(6): 547-53. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002013000600007.
Guimarães MC, Pedroza RLS. Violência contra a mulher: problematizando definições teóricas, filosóficas e jurídicas. Psicologia & Sociedade. 2015; 27(2): 256-266. Disponível em: http://www.scielo.br.
Almeida LR, Silva ATMC, Machado LC. O objeto, a finalidade e os instrumentos do processo de trabalho em saúde na atenção à violência de gênero em um serviço de atenção básica. Interface (Botucatu). 2014; 18(48): 47-59. Disponível em: https://www.scielosp.org.
Pasinato W. Oito anos de Lei Maria da Penha: entre avanços, obstáculos e desafios. Revista Estudos Feministas. 2015; 23(2): 533-545. Disponível em: https://dx.doi.org/10.1590/0104-026X2015v23n2p533.
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 104, de 25 de janeiro de 2011. Define as terminologias adotadas em legislação nacional, conforme o Regulamento Sanitário Internacional 2005 (RSI 2005). Diário Oficial da União; 2011.
Ribeiro MA, et al. Georreferenciamento: ferramenta de análise do sistema de saúde de Sobral-Ceará. Sanare (Sobral). 2014; 13(2): 63-69.
Almeida FNM, Barreto ML. Desenho de Pesquisa em Epidemiologia. In: Almeida Filho N, Barreto ML, organizadores. Epidemiologia & Saúde: fundamentos, métodos, aplicações. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2011.
Brasil. Ministério da Saúde; Ministério da Educação. Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde - PRÓ-Saúde: objetivos, implementação e desenvolvimento potencial. Brasília: Ministério da Saúde; 2007.
Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo Demográfico 2010. Brasília: IBGE; 2010.
Cellard A. A análise documental. In: Poupart J, organizador. A pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis: Vozes; 2008.
Brasil. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília; 2012.
Souto RQ, et al. Violência sexual contra mulheres portadoras de necessidades especiais: perfil da vítima e do agressor. Cogitare Enferm. 2012; 17(1): 72-77.
Sousa AKA, Nogueira DA, Gradim CVC. Perfil da violência doméstica e familiar contra a mulher em um município de Minas Gerais, Brasil. Cad. Saúde Coletiva (Rio J.). 2013; 21(4): 425-31.
Cecilio LPP, et al. Violência interpessoal: estudo descritivo dos casos não fatais atendidos em uma unidade de urgência e emergência referência de sete municípios do estado de São Paulo, Brasil, 2008 a 2010. Epidemiol. Serv. Saúde. 2012; 21(2): 293-304.
Silva MCM, et al. Caracterização dos casos de violência física, psicológica, sexual e negligências notificados em Recife, Pernambuco, 2012. Epidemiol. Serv. Saúde. 2013; 22(3): 403-412.
Brasil. Conselho Nacional de Justiça. O Poder Judiciário na aplicação da Lei Maria da Penha. Brasília: CNJ; 2013.
World Health Organization (WHO). Global and regional estimates of violence against women: prevalence and health effects of intimate partner violence and non-partner sexual violence. Geneva: WHO; 2013.
Lucena KDT, et al. Análise espacial da violência doméstica contra a mulher entre os anos de 2002 e 2005 em João Pessoa, Paraíba, Brasil. Cad. Saúde Pública. 2012; 28(6): 1111-1121.
Golding J. Child health and environment. British Medical Bulletin. 1986; 42(2): 204-211.
Silva A, Oliveira G. O registro das doenças de notificação compulsória: a participação dos profissionais da saúde e da comunidade. Rev. Epidemiol. Control. Infect. 2014; 4(3): 215-220.
Liliane L, et al. Extensão universitária e inclusão social de estudantes do ensino médio público. Trab. Educ. Saúde. 2014; 12(3): 621-639.

