ASSISTÊNCIA DO ENFERMEIRO A MULHERES COM INDÍCIOS DE DEPRESSÃO PÓS-PARTO
DOI:
https://doi.org/10.22481/rsc.v14i1.3309Resumo
Qualifica-se a depressão pós-parto pela soma de comportamentos depressivos após o nascimento de um filho. Estes se iniciam, geralmente, entre a 4ª e a 8ª semana após o parto, atingindo seu ápice nos seis primeiros meses. O objetivo é descrever a assistência da enfermeira a mulheres com indícios de DPP. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em março de 2017 nas bases de dados Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library (SciELO). Foram utilizados os descritores “Depressão pósparto, assistência de enfermagem e enfermagem” e selecionados quatro artigos. Destacaram-se ações como acolhimento, identificação precoce de riscos, desenvolvimento de estratégias para enfrentamento e adaptação ao puerpério e aconselhamento. Ademais, referiu-se a necessidade de suporte familiar no enfrentamento deste problema. A enfermeira tem um papel fundamental na assistência prestada à mulher com indícios de DPP. Assim, ela deve estar apta a reconhecer sinais e fatores de riscos precocemente, de modo a intervir e evitar a progressão dos casos.
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