Saúde bucal a usuários com necessidades especiais: visita domiciliar como estratégia no cuidado à saúde
Palavras-chave:
programa de saúde da família, visita domiciliar, saúde bucalResumo
Este trabalho trata-se de um relato de experiência que utiliza a visita domiciliar como estratégia para ampliar o cuidado em saúde bucal, possibilitando o acesso a usuários com dificuldades psicológicas e/ou motoras. A visita domiciliar constitui-se em um conjunto de ações em saúde voltadas para o atendimento, tanto educativo como curativo. O presente trabalho foi realizado na área de abrangência da Unidade de Saúde da Família Lírio dos Vales, em Alagoinhas BA. As visitas domiciliares tiveram como objetivo a promoção de saúde através da motivação, educação e diagnóstico de doenças, bem como o tratamento clínico dos indivíduos assistidos. Durante as visitas domiciliares foram realizados os seguintes procedimentos: reconhecimento das condições de vida do indivíduo e sua família, anamnese, exame clínico, rastreamento de lesões orais, aplicação tópica de flúor, exodontias em unidades dentárias acometidas por doença periodontal e restos radiculares; além de educação em saúde e escovação supervisionada. Como resultado, obteve-se em seis meses de atividades: 54 visitas domiciliares, 34 escovações supervisionadas, 27 aplicações de flúor e 23 exodontias. Conclui- se que a visita domiciliar traz resultados positivos por possibilitar a atenção em saúde bucal a uma parcela da população que não teria acesso a Odontologia tradicional, devido a sua condição peculiar de acamados ou por terem dificuldade psicomotora. Permite, ainda, a antecipação do diagnóstico de lesões orais, personalização e humanização do atendimento e o estreitamento do vínculo na relação profissional-usuário.
Downloads
Referências
Baldani MH, Fadel CD, Possamai T, Queiroz MGS. A inclusão da Odontologia no Programa de Saúde da Família no Estado do Paraná, Brasil. Cad Saúde Púb 2005;21(4):1026-35.
Brasil, Ministério da Saúde. Programa Saúde da Família: ampliando a cobertura para consolidar a mudança do modelo de Atenção Básica. Rev Bras Saúde Matern Infant 2003;3(1):113-25.
Brasil, Ministério da Saúde. Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal. Brasília: Ministério da Saúde; 2004.
Coelho FLG, Savassi LCM. Aplicação de Escala de Risco Familiar como instrumento de priorização das Visitas Domiciliares. http://www.ufmg.br (acessado em 10/Ago/2005)
Gerk MAS, Freitas SLF, Barros SMO. Visita domiciliar no período puerperal: a prática social vivenciada pelas (os) acadêmicas (os) de enfermagem. Acta Paul Enf 2000; 13(Esp II):196-7.
Dias NHNS, Netto MP, Soares R, Held Filho A, Moreira MS. O dentista como parte integrante da equipe interdisciplinar do serviço de assistência domiciliar. http://www.odontologia.com.br/artigos.asp?id=642 (acessado em 05/Out/2006).
Gargano F et al. Internação domiciliária: uma experiência no sul do Brasil. Rev AMRIGS 2004;48(2):90-4.
Tulio EC, Stefanelli MC, Centa ML. Vivenciando a visita domiciliar apesar de tudo. Fam Saúde Desenv 2000; 2(2):71-9.
Moraes E, Campos GM, Silva, SP, Figlie NB, Laranjeira R. Visita Domiciliar no tratamento de pacientes dependentes de álcool: dados preliminares. Rev Bras Psiquiatr 2005;27(4):341-8.
Kawamoto EE, Santos MCH, Matos TM. Enfermagem Comunitária: visita domiciliária. São Paulo: EPU; 1995.
Marasquin HG, Duarte RVC, Pereira RBL, Monego ET. Visita domiciliar: o olhar da comunidade da quadra 603 Norte, Palmas (TO). Revista da UFG 2004; 6(Especial).
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
