“Aqui tem homem matando gente”: histórias regionais para contar na sala de aula sobre a fábrica britânica de Maraú
DOI:
https://doi.org/10.22481/sertanias.v6i2.18531Palavras-chave:
Britânicos, Fábrica, Maraú, SertanejoResumo
Na vila de São Sebastião de Maraú, a segunda metade do século XIX foi um período de agitação econômica pois foram descobertos, nas margens do rio que dá nome à vila, vários tipos de minérios cobiçados pela indústria. Um grupo de brasileiros se dedicou a tais explorações, mas tiveram tal direito arrancado em nome dos interesses governamentais, que pendiam para o atendimento às ambições britânicas e por isso Edward Pellew Wilson conseguiu, por decreto imperial, ser o responsável pela extração de tais riquezas. Anos depois transferiu ao seu conterrâneo John Cameron Grant tal benefício e este, através da John Grant & Companhia, construíram na fazenda João Branco daquela vila uma fábrica que produzia ácido sulfúrico, velas, sabão etc. Lá trabalhou o sertanejo Bernardino Moreira de Souza, homem sobre o qual a maior fonte de informações vem do processo instaurado por ocasião de sua morte que aconteceu quando tentou matar seus empregadores britânicos. Este texto, portanto, tem como finalidade oferecer propostas da história regional para a sala de aula.
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