Formação, singularidade e domesticação: uma leitura nietzschiano-schopenhaueriana sobre educação, BNCC e pedagogia das competências
DOI:
https://doi.org/10.22481/sertanias.v6i1.18398Palabras clave:
Nietzsche, Schopenhauer, Formação, Singularidade, Filosofia da EducaçãoResumen
Este artigo analisa, sob perspectiva filosófico-educacional, o texto Schopenhauer como educador, de Nietzsche, destacando sua contribuição intempestiva para a crítica das instituições formativas modernas. Argumenta-se que Nietzsche identifica, na cultura de seu tempo, uma covardia moral derivada do espírito gregário, o qual produz subjetividades conformadas e avessas à singularidade. Em contraposição, o filósofo propõe uma concepção de formação ancorada na criação de si, entendida como potência estética e ontológica orientada à autossuperação. A partir da parábola do viajante, discute-se o diagnóstico nietzschiano da massificação e a emergência da arte como princípio de individuação. Examina-se ainda a crítica de Nietzsche aos modelos pedagógicos que promovem unilateralidade ou nivelamento, defendendo-se uma educação que opere como libertação das forças vitais. Por fim, enfatiza-se o papel de Schopenhauer como paradigma do educador autêntico, cuja vida e estilo encarnam a possibilidade de resistência crítica e afirmação singular. Conclui-se que a proposta nietzschiana permanece atual ao tensionar práticas educativas centradas na adaptação e ao convocar pedagogias voltadas à autenticidade, criação e coragem ética.
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