“OS COMENTÁRIOS É QUE VALERAM A PENA”: PRÁTICAS DE LETRAMENTO E HETERONORMATIVIDADE EM REDE SOCIAL

Resumo

Temos como objetivo construir uma compreensão sobre como práticas de letramento constituem-se de modo potente para produção de posicionamentos sobre o mundo social, a partir de análise de comentários publicados em uma rede social. Considerando-se a situacionalidade do evento de letramento em voga – os comentários de uma revista de educação tematizando questões de gênero e sexualidade – temos ainda o propósito de analisar como a heteronormatividade é justificada ou mantida como um enquadre epistêmico nos posicionamentos dos enunciadores dos comentários. Como resultados, apontamos que os comentários tomam como base mais a leitura de comentários anteriores do que o artefato publicado em si, bem como a religiosidade apresenta-se como uma episteme evocada para justificar posicionamentos conservadores que negam outras formas de viver o mundo social que não na ordem heteronormativa. Concluímos com alguns desafios que são postos ao campo da educação e dos estudos da linguagem.

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Biografias do Autor

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Doutor em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal Fluminense (UFF); Professor Adjunto da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) – Brasil, atuando junto ao Programa de Pós-Graduação em Linguística; Coordenador do Grupo de Pesquisa Interação, Sociedade e Educação (CNPq/UFJF).

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Doutor em Educação pela Universidade Federal de Fora (UFJF) – Brasil; Professor adjunto da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) – Brasil, atuando junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação; Coordenador do GESED – Grupo de Estudos e Pesquisa em Gênero, Sexualidade, Educação e Diversidade.

Publicado
2019-10-01
Como Citar
CADILHE, Alexandre José; DE CASTRO, Roney Polato. “OS COMENTÁRIOS É QUE VALERAM A PENA”: PRÁTICAS DE LETRAMENTO E HETERONORMATIVIDADE EM REDE SOCIAL. Práxis Educacional, [S.l.], v. 15, n. 35, p. 470-489, out. 2019. ISSN 2178-2679. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/5693>. Acesso em: 15 dez. 2019. doi: https://doi.org/10.22481/praxisedu.v15i35.5693.