Memórias, cozinhas e afetos: narrativas de merendeiras sobre a alimentação escolar
DOI:
https://doi.org/10.22481/aprender.35.19333Palavras-chave:
Alimentação escolar, Merendeiras, Narrativas, Memórias, ExperiênciasResumo
Este texto é oriundo de uma pesquisa de doutorado sobre a Alimentação Escolar (AE) de uma escola da rede pública do estado da Bahia e objetiva compreender as práticas, experiências e memórias de merendeiras sobre a AE. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, ancorada no método (auto)biográfico, com ênfase nas narrativas. Intenciona-se captar as memórias de quatro merendeiras sobre as suas relações com a comida e a cozinha na infância e juventude, estabelecidas em suas casas e na época de estudante na escola. Pretende-se ainda apreender como decorreu o ingresso dessas quatro mulheres na função de merendeira, buscando os sentidos da AE concebidos na profissão, através das práticas e experiências narradas por essas colaboradoras. De um modo geral, as narrativas das merendeiras assinalaram os vínculos e afetos com a cozinha e a comida tecidos desde a infância à idade adulta, por meio de suas experiências traçadas em contextos de dificuldades socioeconômicas. Também apresenta os recursos que elas usaram para a superação dessas dificuldades. Por fim, as merendeiras revelaram a importância da qualidade da alimentação ofertada, e o cuidado na cozinha da escola convergiu em convivências de respeito e afetos com estudantes e demais atores escolares.
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