Editorial: Disparidades de gênero, precarização e barreiras invisíveis no mercado de trabalho brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.22481/ccsa.v22i2.17350Palabras clave:
Igualdade de Gênero, Divisão Sexual do Trabalho, InterseccionalidadeResumen
Comemorando o trigésimo aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, de 1995, um marco para a igualdade de gênero, este editorial explora as complexas dinâmicas da desigualdade no mercado de trabalho brasileiro. O texto destaca a importância da economia feminista ao tornar visível o trabalho não remunerado, realizado majoritariamente por mulheres, e critica as teorias econômicas tradicionais por desconsiderá-lo. A divisão sexual do trabalho é um tema central, pois hierarquiza as atividades laborais e limita a ascensão profissional feminina. Os artigos desta edição revelam como as desigualdades persistem de forma estrutural, manifestando-se em barreiras como o "teto de vidro" e o "penhasco de vidro". A interseccionalidade é um conceito fundamental, demonstrando que gênero, raça, deficiência e identidade interagem para criar vulnerabilidades específicas no mercado de trabalho. O editorial conclui que, embora as políticas formais de equidade sejam importantes, elas são insuficientes sem uma transformação cultural e institucional mais profunda.
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