Editorial: Disparidades de gênero, precarização e barreiras invisíveis no mercado de trabalho brasileiro

Autores/as

  • Maíra Ferraz de Oliveira Silva Southwest Bahia State University image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.22481/ccsa.v22i2.17350

Palabras clave:

Igualdade de Gênero, Divisão Sexual do Trabalho, Interseccionalidade

Resumen

Comemorando o trigésimo aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, de 1995, um marco para a igualdade de gênero, este editorial explora as complexas dinâmicas da desigualdade no mercado de trabalho brasileiro. O texto destaca a importância da economia feminista ao tornar visível o trabalho não remunerado, realizado majoritariamente por mulheres, e critica as teorias econômicas tradicionais por desconsiderá-lo. A divisão sexual do trabalho é um tema central, pois hierarquiza as atividades laborais e limita a ascensão profissional feminina. Os artigos desta edição revelam como as desigualdades persistem de forma estrutural, manifestando-se em barreiras como o "teto de vidro" e o "penhasco de vidro". A interseccionalidade é um conceito fundamental, demonstrando que gênero, raça, deficiência e identidade interagem para criar vulnerabilidades específicas no mercado de trabalho. O editorial conclui que, embora as políticas formais de equidade sejam importantes, elas são insuficientes sem uma transformação cultural e institucional mais profunda.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

ACKER, Joan. Gendered Institutions: From Sex Roles to Gendered Institutions. Contemporary Sociology, v. 26, n. 4, p. 482–485, 1997.

CRENSHAW, Kimberlé. Mapping the margins: intersectionality, identity politics, and violence against women of color. Stanford Law Review, v. 43, n. 6, p. 1241-1299, 1991.

COLLINS, Patricia Hill. Black feminist thought: knowledge, consciousness, and the politics of empowerment. 2. ed. New York: Routledge, 2000.

DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.

FEDERICI, Silvia. O Patriarcado do Salário: Críticas Feministas à Marx. Boitempo, 2021.

FOLBRE, Nancy. The Invisible Heart: Economics and Family Values. New Press, 2001.

HIRATA, Helena; KERGOAT, Danièle. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Cadernos de Pesquisa, v. 37, n. 132, set/dez. 2007.

Hooks, Bell. Teoria feminista: da margem ao centro. São Paulo: Perspectiva, 2019.

KERGOAT, Danièle. Divisão sexual o trabalho e relações sociais o sexo. In: HIRATA, Helena; LABORIE, Françoise; LE DOARÉ, Helène; SENOTIER, Danièle (Orgs.) Dicionário crítico do feminismo. São Paulo: Unesp, 2009.

NORTH, Douglass C. Institutions, Institutional Change and Economic Performance. Cambridge University Press, 1990.

Organização das Nações Unidas – ONU. Declaração e Plataforma de Ação da IV Conferência Mundial sobre a Mulher (Declaração de Pequim). Pequim, 1995. Disponível em: https://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2013/03/declaracao_beijing.pdf. Acesso em: 04 de agosto de 2025.

RODRIK, Dani; SUBRAMANIAN, Arvind; TREBBI, Fabrizio. Institutions rule: The primacy of institutions over geography and integration in economic development. Journal of Economic Growth, v. 9, n. 2, p. 131-165, 2004.

SCOTT, Joan W. O enigma da igualdade. Revista Estudos Feministas, v. 13, n. 1, p. 11-30, 2005.

WARING, Marilyn. If Women Counted: A New Feminist Economics. HarperCollins, 1988.

TEIXEIRA, Marilane Oliveira; OLIVERA, Margarita; VIEIRA, Clarice Menezes (orgs.). Economia feminista no Brasil: contribuições para pensar uma nova sociedade. São Paulo: Fundação Perseu Abramo; Autonomia Literária; REBEF, 2023. 232 p.

Publicado

2025-09-10

Cómo citar

SILVA, Maíra Ferraz de Oliveira. Editorial: Disparidades de gênero, precarização e barreiras invisíveis no mercado de trabalho brasileiro. Cadernos de Ciências Sociais Aplicadas, [S. l.], v. 22, n. 2, p. 5–11, 2025. DOI: 10.22481/ccsa.v22i2.17350. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/ccsa/article/view/17350. Acesso em: 27 may. 2026.