Criança não trabalha: A mercantilização digital de meninas durante a infância

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/ccsa.v23i1.19022

Palavras-chave:

Direitos da Criança, Trabalho Infantil, Oversharenting

Resumo

O presente trabalho visa analisar e verificar o respeito aos direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes frente às novas ferramentas de exposição existentes na sociedade contemporânea. Assim, buscar-se-á delimitar a necessidade de regulamentações específicas, bem como fiscalização constante, tendo em vista que as petizes são colocadas na vitrine digital, muita das vezes, pelos seus representantes legais. Assim, a metodologia empregada se deu por meio do método dedutivo durante a pesquisa de cunho bibliográfico, pautada na legislação vigente, livros doutrinários e artigos científicos. Noutro giro, resta fixado que aqueles que têm o poder sobre a criança, comumente, são os principais beneficiados pelo desempenho dessas atividades, o que pode fazer exsurgir um conflito de interesses, onde se tem de um lado a prática de sharenting e oversharenting pelos responsáveis pelas crianças e do outro um prejuízo no processo de formação dos infantes e as relações de gênero. Portanto, verificou-se que o estabelecimento de uma regulação específica, bem como uma fiscalização constante do poder público e de toda a sociedade, como co-responsáveis, se torna indispensável, sob pena de se comprometer a formação de toda uma geração futura, em prol de anseios eminentemente comerciais, especialmente, no que pese as crianças do sexo feminino.

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Biografia do Autor

Ana Carolina Silva e Santos, Southwest Bahia State University

Advogada. Pós Graduanda em Direitos Fundamentais e Justiça pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

Leonel Assis Vilas Boas, Southwest Bahia State University

Advogado. Pós Graduando em Direitos Fundamentais e Justiça pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

José Carlos Melo Miranda de Oliveira, Southwest Bahia State University

Doutor em Memória: Linguagem e Sociedade pela Universidade pela UESB, Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade pela UESB.

Micheline Flores Porto Dias, Universidade do Estado da Bahia

Doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente e Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).

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Publicado

2026-04-30

Como Citar

SANTOS, Ana Carolina Silva e; BOAS, Leonel Assis Vilas; OLIVEIRA, José Carlos Melo Miranda de; DIAS, Micheline Flores Porto. Criança não trabalha: A mercantilização digital de meninas durante a infância. Cadernos de Ciências Sociais Aplicadas, [S. l.], v. 23, n. 1, p. 24–34, 2026. DOI: 10.22481/ccsa.v23i1.19022. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/ccsa/article/view/19022. Acesso em: 21 maio. 2026.