O uso da Inteligência Artificial no ensino de Cálculo Diferencial e Integral: reflexões sobre erros e posicionamento crítico
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v9i25.17436Palavras-chave:
Resolução de Problemas, Cálculo Diferencial e Integral, Ciências EconômicasResumo
A utilização da Inteligência Artificial nos ambientes de ensino, tanto na Educação Básica quanto no Ensino Superior, tem se intensificado. Neste contexto, o presente artigo tem como objetivo evidenciar as fragilidades apresentadas por estudantes ao utilizarem o ChatGPT como ferramenta de apoio no aprendizado do método de multiplicação pelo conjugado para a resolução de problemas de Limites. A questão central que buscamos responder foi: Estudantes que utilizam o ChatGPT como apoio no aprendizado do método de multiplicação pelo conjugado conseguem aplicar corretamente o método ao resolver problemas de Limites? Adotamos uma metodologia qualitativa para investigar a interação dos alunos com a IA, analisando as respostas de seis grupos de estudantes de economia. Nossos resultados indicam que quatro dos seis grupos não adotaram uma abordagem crítica em relação às respostas da IA. Apenas os grupos G1 e G4 demonstraram questionamentos sobre as informações apresentadas, evidenciando um pensamento crítico. Em contrapartida, os grupos G2, G3, G5 e G6 aceitaram as respostas sem verificar sua precisão, resultando em confusões e erros significativos. O caso do grupo G6 exemplifica essa falta de criticidade, pois, apesar de aplicarem corretamente o método, confiaram em uma simplificação errada proposta pela IA. Isso evidencia a vulnerabilidade dos estudantes em depender exclusivamente da IA, comprometendo seu aprendizado e compreensão matemática. Concluímos que a eficácia na utilização da IA requer uma formação crítica, permitindo que os alunos verifiquem a precisão das informações. Para pesquisas futuras sobre a IA na educação matemática, é crucial considerar os limites da IA e promover o pensamento crítico entre os estudantes.
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