Matemática e meta-afeto: lentes afetivas sobre a relação afeto-cognição na educação matemática
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v5i13.17687Resumo
A presente pesquisa se insere entre as temáticas relacionadas ao Domínio Afetivo na educação matemática, apresentando como ponto central a busca pela compreensão do papel do meta-afeto. Para isso, foi formulada a questão Como os afetos do professor que ensina matemática interagem com suas perspectivas afeto-cognitivas sobre a matemática, o ensino de matemática, as pessoas que se envolvem com a matemática e seus contextos sociais?, particionada em duas perguntas acessórias: I. Que construtos afetivos podem ser inferidos das narrativas autobiográficas dos professores e das discussões provenientes dos grupos focais?; II. Como os construtos afetivos inferidos se relacionam com as perspectivas dos professores sobre a matemática, o ensino de matemática, as pessoas que se envolvem com a matemática e seus contextos sociais? Vários autores que investigam afetos no campo da educação matemática serviram de aporte teórico à pesquisa. Entre eles, podem ser destacados os nomes de Bishop, Clarkson, Di Martino, Goldin, Gómez-Chacón, Grootenboer, Hannula, Leder, Liljedahl, Marshman, McLeod, Middleton, Pekrun, Philipp, Radford, Seah, Thompson e Zan. Para a compreensão do meta-afeto, DeBellis e especialmente Goldin configuram-se como referências centrais, definido por eles e considerado nessa tese como o afeto sobre afeto, afeto sobre e na cognição sobre o afeto, e o monitoramento do afeto pelo indivíduo por meio da cognição e/ou outros afetos. Cinco professores que dão aula de matemática nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio em uma escola privada da Cidade de Santos, Estado de São Paulo, participaram como sujeitos da pesquisa. Narrativas autobiográficas orais e grupos focais foram as abordagens utilizadas para a produção de dados, cuja análise foi feita a partir da análise textual discursiva. Foram elaboradas três categorias de análise a priori: Afetos em relação à matemática; Afetos em relação ao ensino de matemática; e Afetos em relação às pessoas que se envolvem com a matemática. Das análises surgiram três categorias emergentes, temáticas tratadas por meio dos metatextos O fenômeno da primeira vez (ou o primeiro baque); Alma de professor: a identidade do professor que ensina matemática; e Matemática na perspectiva do professor: o desafio como valor. Os resultados da tese apontam que afetos devem ser compreendidos por meio de uma lente meta-afetiva e/ou um prisma de multiafetos; no fenômeno da primeira vez ocorrem transformações de afetos positivos em afetos negativos; a construção da identidade docente passa pela administração de conflitos internos, com regulação meta-afetiva; a matemática desafiadora é um valor na perspectiva dos professores e é construído por regulações meta-afetiva.
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