Avaliação como estratégia de desenvolvimento da cultura da participação: uma experiência no ensino fundamental
Palavras-chave:
EducaçãoResumo
A organização do ensino em sala de aula envolve diversas atividades, como o planejamento, implementação e a avaliação, que além de verificar a aprendizagem, deveria propiciar autonomia para a autogestão da formação por parte dos alunos. Assim, o objetivo desse trabalho é relatar a utilização de estratégias de avaliação diversas. Trata-se de um trabalho qualitativo, de caráter exploratório, realizado com cinco turmas de ensino fundamental. Para a coleta de dados utilizou-se observação e depoimentos dos alunos. As estratégias utilizadas foram a autoavaliação ao final de cada aula (Estratégia 1); atividades de produção textual utilizando linguagens diversas (Estratégia 2); e ao final do estudo da unidade realizou-se rodas de conversa, nos quais se avaliava os aspectos metodológicos positivos e negativos, bem como os conhecimentos construídos (Estratégia 3). Observou-se que a condução de diálogos para proporcionar aos alunos a consciência do aprendizado e/ou dificuldades foi importante para modificar atitudes em aula. Avaliar o aprendizado por meio de produções e não apenas com provas tradicionais, se mostrou viável para a maioria dos estudantes, apesar de alguns alunos afirmarem preferir provas. A estratégia 3 foi a mais interessante do ponto de vista do exercício de participação. Essa abertura para os alunos analisar e avaliar os diferentes momentos das sequências didáticas permitiu que os mesmos se envolvessem mais nas aulas posteriores. Ao mesmo tempo, essas estratégias possibilitam desenvolver a cultura da participação, habilidade de extrema valia no exercício da cidadania e democracia.
Downloads
Referências
ANDRADE, M. M. Introdução a metodologia do trabalho científico: elaboração de
trabalhos na graduação. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
DEMO, Pedro. Avaliação qualitativa.8ª ed. São Paulo: Editores Associados, 2005.
DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J.; PERNAMBUCO, M. Ensino de ciências: fundamentos e
métodos. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2011.
FLICK, U. Introdução à Metodologia de Pesquisa. Porto Alegre: Penso, 2013.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São
Paulo: Paz e Terra, 1996.
GATTI, Bernardete. O professor e a avaliação em sala de aula. Estudos em Avaliação
Educacional, n. 27, p. 97- 114, 2003.
GIL, Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2008.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2013.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. 22ª ed. São Paulo:
Cortez, 2011.
MENEGHEL, Sílvia Maria; KREISCH, Cristiane. Concepções de avaliação e práticas
avaliativas na escola: entre possibilidades e dificuldades. EDUCERE, n. 9, p.9819-
, 2009.
PERRENOUD, Phillipe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens - entre duas
lógicas. Porto Alegre: ArtMed, 1999.
POLTRONIERI, Helena; CALDERÓN, Antonio. I. Avaliação na educação básica: a revista
estudos em avaliação educacional. Estudos em Avaliação Educacional, v. 23, n.
, p. 82-103, 2012.
SAUL, Ana Maria. Referenciais freireanos para a prática da avaliação. Revista de Educação
PUC Campinas, n. 25, p. 17-24, 2008.
THIOLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. 16ª ed. São Paulo: Cortez, 2008.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2019 Com a Palavra, o Professor

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.