A teoria de Fleck na pesquisa em Educação Científica e Tecnológica da UFSC

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23864/cpp.v2i3.233

Palavras-chave:

Epistemologia, Ludwik Fleck, Teses, PPGECT, UFSC

Resumo

Neste artigo abordo a teoria epistemológica de Ludwik Fleck (1896-1961) que, passadas mais de oito décadas de sua primeira edição (1935), ainda é utilizada para pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento. Ao reconhecer essa importância e o fato de a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ser referência no que tange ao pioneirismo sobre os estudos de Fleck no Brasil, tenho como objetivo analisar as produções de teses dos últimos cinco anos do Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT), que aplicaram a teoria fleckiana para embasar suas pesquisas. De acordo com os dados coletados, constatei que, apesar de a UFSC ser referência nos estudos fleckianos, foram localizadas nesse programa, seis teses, no período de 2013 a 2017, que utilizaram esse autor e suas categorias. Observei que nenhum desses estudos aborda a área de Matemática e, pela relevância dessa aproximação, lanço considerações no sentido da possibilidade de utilizar-se essa proposta em pesquisas futuras.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Alayde Ferreira dos Santos, Universidade do Estado da Bahia

Licenciada em Ciências com
Habilitação em Matemática pela UNEB; Mestre em Pesquisa em
Educação pela Université du Quebec à Chicoutimi/UNEB;
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação
Científica e Tecnológica – UFSC. Professora do Departamento
de Educação – Campus VII da Universidade do Estado da Bahia
– UNEB.

Referências

ANJOS, M. C. R. Fronteiras na construção e socialização do conhecimento científico e tecnológico: um olhar para a extensão universitária. 2014. 442 f. Tese (Doutorado em Educação Científica e Tecnológica) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2014.

CONDÉ, M. L. L. Ludwik Fleck: estilos de pensamento na Ciência. Belo Horizonte: Fino Traço, 2012.

CONDÉ, M. L. L. Prefácio à edição brasileira. In: FLECK, L. Gênese e desenvolvimento de um fato científico. Tradução de Georg Otte e Mariana Camilo de Oliveira. Belo Horizonte: Fabrefactum, 2010.

DA ROS, M. A. Estilo de pensamento em educação médica: um estudo da produção da FSP-USP e ENSP-FIOCRUZ entre 1948 e 1994, a partir de epistemologia de Ludwik Fleck. 2000. 208 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2000.

DELIZOICOV, D. et al. Sociogênese do conhecimento e pesquisa em ensino: contribuições a partir do referencial fleckiano. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, Florianópolis, v. 19, n. especial, p. 52-69, jun. 2002.

FERNANDES, C. S. O desenvolvimento profissional de formadores de professores de Química na interação entre universidade e escola: as potencialidades do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. 2015. 310 f. Tese (Doutorado em Educação Científica e Tecnológica) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.

FLECK, L. Gênese e desenvolvimento de um fato científico. Tradução de Georg Otte e Mariana Camilo de Oliveira. Belo Horizonte: Fabrefactum, 2010.

HERMANN, W. Estudo sobre a prática científica de um grupo de pesquisa em Educação Matemática. 2011. 98 f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2011.

HOFFMANN, M. B. Constituição da identidade profissional docente dos formadores de professores de Biologia: potencialidades da intercoletividade. 2016. 317 f. Tese (Doutorado em Educação Científica e Tecnológica) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2016.

KLUBER, T. E. Um olhar sobre a Modelagem Matemática no Brasil sob algumas categorias fleckianas. Alexandria: Revista de Educação em Ciência e Tecnologia, Florianópolis, v. 2, n. 2, p. 219-240, jul. 2009.

KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1978.

LEONEL, A. A. Formação continuada de professores de Física em exercício na rede pública estadual de Santa Catarina: lançando um novo olhar sobre a prática. 2015. 411 f. Tese (Doutorado em Educação Científica e Tecnológica) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.

LORENZETTI, L.; MUENCHEN, C.; SLONGO, I. I. P. A Epistemologia de Fleck como referência para a pesquisa em Educação em Ciências no Brasil. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS (ENPEC), 11., 2017, Florianópolis. Anais [...]. Florianópolis: UFSC, 2017.

LORENZETTI, L.; MUENCHEN, C.; SLONGO, I. I. P. A recepção da Epistemologia de Fleck pela pesquisa em Educação em Ciências no Brasil. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências, Belo Horizonte, v. 15, n. 3, p. 181-197, set./dez. 2013.

PFUETZENREITER, M. R. Epistemologia de Ludwik Fleck como referencial para a pesquisa nas Ciências Aplicadas. Episteme, Porto Alegre, n. 16, p. 111-135, jan./jun. 2003.

ROLOFF, F. B. A circulação de conhecimentos em Química Verde em teses e dissertações: implicações ao seu ensino e à formação de professores de Química. 2016. 346 f. Tese (Doutorado em Educação Científica e Tecnológica) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2016.

SCHÄFER, L.; SCHNELLE, T. Introdução: fundamentação da perspectiva sociológica de Ludwik Fleck na teoria da ciência. In: FLECK, L. Gênese e desenvolvimento de um fato científico. Tradução de Georg Otte e Mariana Camilo de Oliveira. Belo Horizonte: Fabrefactum, 2010.

VENÇÃO, A. T. Estilo de pensamento dos professores da área de matemática no Curso de Engenharia Elétrica. 2015. 65 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC), Lages, 2015.

YAMAZAKI, S. C. Tradição do ensino de Física em manuais de ensino superior. 2015. 140 f. Tese (Doutorado em Educação Científica e Tecnológica) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.

Downloads

Publicado

2017-10-02

Como Citar

FERREIRA DOS SANTOS, Alayde. A teoria de Fleck na pesquisa em Educação Científica e Tecnológica da UFSC. Com a Palavra, o Professor, [S. l.], v. 2, n. 4, p. 47–62, 2017. DOI: 10.23864/cpp.v2i3.233. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/cpp/article/view/17854. Acesso em: 9 jun. 2026.