Diálogos entre uma Pedagogia Surda e o Ensino de Matemática

Autores

  • José Erliton Santos Santana Universidade Estadual de Santa Cruz image/svg+xml
  • Salvador Cardoso Silva Muniz Universidade Estadual de Santa Cruz image/svg+xml
  • Jurema Lindote Botelho Peixoto Universidade Estadual de Santa Cruz image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.23864/cpp.v3i2.252

Resumo

O presente artigo apresenta uma pesquisa cujo objetivo foi identificar elementos da Pedagogia Surda que podem contribuir para uma educação matemática mais acessível para estudantes surdos na escola inclusiva. Assim, realizamos uma revisão bibliográfica usando os descritores Pedagogia Surda, surdez e educação, surdez e Educação Matemática para buscar trabalhos (livros, artigos científicos, teses e dissertações) no banco de dados da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior, no Google Acadêmico e no portal da Scielo, no período de 2004 a 2018. Nesse sentido, os trabalhos foram lidos, analisados e catalogados em um quadro. O conceito da Pedagogia Surda destacou a identidade e a cultura surda produzida através da Língua de Sinais Brasileira e da concepção da surdez como uma experiência visual. Alguns dos trabalhos relativos ao ensino de matemática, apesar de não citarem explicitamente o termo Pedagogia Surda, apresentavam aspectos relevantes para promover uma Educação Matemática mais acessível, principalmente, porque expressavam as reivindicações dos próprios sujeitos. Os principais elementos identificados para o ensino foram: a exploração da modalidade visual-espacial do sujeito surdo, a contextualização a partir de sua experiência sociocultural, a comunicação através da língua de sinais, subsídios que devem ser considerados na formação de professores e no planejamento de uma aula de matemática para estudantes surdos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ADAP. Associação de Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear, 2013. Disponível em: http://www.adap.org.br/site/index.php/artigos/20-deficiencia-auditiva-atinge-9-7-milhoes-de-brasileiros. Acesso em: 28 jul. 2016.

BARBOSA, H. H. Conceitos matemáticos iniciais e linguagem: um estudo comparativo entre crianças surdas e ouvintes. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 40, n. 1, 2014.

BARROS, D. D. Formação inicial de professores de matemática na perspectiva da educação inclusiva: contribuições da disciplina de LIBRAS. 2017. 110 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2017.

BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras e dá outras providências. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Brasília, DF, 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10436.htm. Acesso em: 11 fev. 2016.

BRASIL. Decreto nº 7.611, de 17 de novembro de 2011. Revoga o Decreto nº 6.571, de 17 de setembro de 2008. Dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Brasília, DF, 2011. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7611.htm. Acesso em: 7 jul. 2015.

BRASIL. Lei Brasileira da Inclusão nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Brasília, DF, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm. Acesso em: 16 mar. 2015.

BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Brasília, DF, 2005. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Ato2004-2006/2005/Decreto/D5626.htm. Acesso em: 12 set. 2010.

CAMPELLO, A. R.; REZENDE, P. L. F. Em defesa da escola bilíngue para surdos: a história de lutas do movimento surdo brasileiro. Curitiba: Editora UFPR, [s. d.].

CAPOVILLA, F. C. Sobre a falácia de tratar as crianças ouvintes como se fossem surdas, e assurdas, como se fossem ouvintes ou deficientes auditivas: pelo reconhecimento do status linguístico especial da população escolar surda. In: SÁ, N. de (org.). Surdos: qual escola?. Manaus: Valer/Edua, 2011. p. 77-100.

CARNEIRO, F. H. F. O ensino da matemática para alunos surdos bilíngues: uma análise a partir das teorizações de Michel Foucault e Ludwig Wittgenstein. 2017. 156 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017.

FÁVERO, M. H.; PIMENTA, M. L. Pensamento e Linguagem: a Língua de Sinais na Resolução de Problemas. Brasília, DF: Universidade de Brasília, 2006.

LACERDA, C. B. F. de. A inclusão escolar de alunos surdos: o que dizem alunos, professores e intérpretes sobre esta experiência. Cadernos Cedes, Campinas, v. 26, n. 69, p. 163-184, 2006.

LEITE, M. D. Design da interação de interfaces educativas para o ensino de matemática para crianças e jovens surdos. 2007. 149 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Computação) – Centro de Informática, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2007.

LIMA, P. A. Educação Inclusiva e Igualdade Social. São Paulo: Avercamp, 2006.

MARIOTTI, H. Diálogo: um método de reflexão conjunta e observação compartilhada da experiência. Revista Thot, [s. l.], v. 76, p. 6-22, 2001. Disponível em: http://escoladedialogo.com.br/escoladedialogo/index.php/biblioteca/artigos/dialogo-um-metodo-de-reflexao-conjunta/. Acesso em: 27 set. 2013.

MIRANDA, C. J. A.; MIRANDA, T. L. O ensino de matemática para alunos surdos: quais os desafios que o professor enfrenta?. Revista Eletrônica de Educação Matemática, Florianópolis, v. 6, n. 1, p. 31-46, 2011.

MUNIZ, S. C. A inclusão de surdos nas aulas de Matemática: uma análise das relações pedagógicas envolvidas na tríade professora – Intérprete – surdo. 2018. 118 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, 2018.

NEVES, M. J. B. A comunicação em matemática na sala de aula: obstáculos de natureza metodológica na educação de alunos surdos. 2011. 131 f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas) – Instituto em Educação Matemática e Científica, Universidade Federal do Pará, Belém, 2011.

NUNES, T. O ensino de matemática para crianças surdas. [S. l.: s. n.], 2004. Disponível em: http://www.education.ox.ac.uk/ndcs/papers/oensinodematematicanunes2004.pdf. Acesso em: 23 set. 2013.

PEIXOTO, J. L. B. A pesquisa com alunos surdos no projeto teias: contexto, desafios e perspectivas. [S. l.: s. n.], 2010. Disponível em: http://www.lematec.net.br/CDS/ENEM10/artigos/MR/MR15_Peixoto.pdf. Acesso em: 12 jun. 2015.

Downloads

Publicado

2018-12-07

Como Citar

ERLITON SANTOS SANTANA, José; CARDOSO SILVA MUNIZ, Salvador; LINDOTE BOTELHO PEIXOTO, Jurema. Diálogos entre uma Pedagogia Surda e o Ensino de Matemática. Com a Palavra, o Professor, [S. l.], v. 3, n. 6, p. 111–131, 2018. DOI: 10.23864/cpp.v3i2.252. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/cpp/article/view/17859. Acesso em: 9 jun. 2026.