Educação Indígena - Espaço de vivências e convivências compartilhadas
Palavras-chave:
Apyãwa/Tapirapé, Auw?/Xavante, Myky, EtnomatemáticaResumo
No presente artigo buscamos enfatizar a amplitude do processo socioeducativo de três povos indígenas: os Apyãwa/Tapirapé, os Myky e os Auw?/Xavante e ao mesmo tempo, explicitar os princípios e as concepções de educação geradas, sistematizadas e difundidas a partir dos elementos da cultura material e imaterial desses povos. Elementos estes que foram observados na nossa convivência e interação com esses povos, nos últimos dezessete anos. A interação ocorreu, na maior parte dos casos, através da participação direta e indiretamente nos rituais e eventos do dia a dia dessas comunidades (projetos de extensão, pesquisa com fomenta, mestrado e doutorado). Nesse período de convivência com esses povos foi possível perceber que suas concepções de mundo é uma obra em construção, algo por vir, e é a partir dessa incompletude que grande parte dos saberes e conhecimentos são gerados, sistematizados e difundidos de forma dinâmica e jamais finalizada, estando esses saberes sujeitos à interferência das condições especificas de estímulos e de subordinação ao cosmológico, ao contexto histórico, ao natural e às multi/inter/relações sociais. Neste processo de interação, diálogo, troca e observações in loco, a Etnomatemática foi a base para ententer/compreender a maneira como esses processos estão sistematizados e como são difundidos nesses contextos.
Downloads
Referências
AMARANTE, E. A. Rondon. Espaços Culturais e Eixos Temáticos: Uma Abordagem
da Roça Myky Como Proposta Pedagógica. I SEEJA - Seminário de Educação
de Jovens e Adultos. - PUC-Rio, 2010.
BALDUS, H..Tapirapé, tribo Tupi no Brasil Central. São Paulo, Companhia Editora
Nacional: Editora da Universidade de São Paulo, 1970.
BOFF, L. A Opção Terra. Record, 2009.
BOFF, _____. O Casamento Entre o Céu e a Terra – contos dos povos indígenas
do Brasil. – Rio de Janeiro: Salamandra, 2001.
BRANDÃO, C. R.O Processo Geral do Saber. In Educação Popular. Brasiliense. SP,
Col. Primeiros Passos.
D’AMBROSIO, U. Etnomatemática. Arte ou Técnica de Explicar e Conhecer. Editora
Ática, São Paulo, 1990.
D’AMBROSIO, ________. Etnomatemática: elo entre as tradições e a
modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
ESCOLA ESTADUAL INDÍGENA XINUI MYKY. Projeto Político Pedagógico da Escola
Estadual Indígena XinuiMyky. Brasnorte-MT, 2008.
FREIRE, P. Assessoria à Assembléia Regional do CIMI-MT. Cuiabá, 1982 (mimeo).
FREIRE, ____. Pedagogia da Autonomia – saberes necessários à prática
educativa. Paz e Terra : Coleção Leitura, Rio de Janeiro : 16ª edição, 1996.
GENNEP, A.V..Os Ritos de Passagem – estudo sistemático dos ritos da porta e da
soleira, da hospitalidade, da adoção, gravidez e parto, nascimento,
infância, puberdade, iniciação, ordenação, coroação, noivado,
casamento, funerais, estações, etc.; tradução de FERREIRA, Mariano. Coleção
Antropologia Vol. 11 - Petrópolis, Vozes, 1977.
GIACCARIA e SALVATORE. A Iniciação Xavante à Vida Adulta (Danhono). Campo
grande: UCDB, 2001.
GUSMÃO, N. M. M. de. Antropologia e Educação. In: Antropologia e Educação -
Interfaces do ensino e da pesquisa. Cadernos CEDES, ano XVIII, nº 43, dezembro de
INSTITUTO BRASILEIRO GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico
/2010. Disponível em http://indigenas.ibge.gov.br/graficos-e-tabelas-2.html.
Acessado em 15/07/2016.
MAYBURY – LEWIS, D. A Sociedade Xavante. Livraria Francisco Alves Editora. – Rio de
Janeiro – RJ, 1984.
MELIÁ, B. Ação Pedagógica e Alteridade. In: Ameríndia - Tecendo os caminhos da
Educação Escolar, Cuiabá-MT, CEI, 1998, pg. 21/22.
NUNES, A. A Sociedade das Crianças A’uwẽ-Xavante: por uma antropologia da
criança. Lisboa: Ministério da Educação/Instituto de Inovação Educacional, 1999.
SCANDIUZZI, P. P. Educação Indígena X Educação Escolar Indígena – uma
relação etnocida em uma pesquisa etnomatemática. São Paulo: Editora
Unesp, 2009.
SEVERINO-FILHO, J. MARCADORES DE TEMPO APYÃWA – a solidariedade
entre os povos e o ambiente que habitam. Rio Claro – SP. IGCE – Educação
Matemática, 2015 (Tese de Doutorado).
SILVA, A. A. da. Os Artefatos e Mentefatos nos Ritos e Cerimônias do Danhono:
por dentro do octógono sociocultural A’uwẽ/Xavante. Rio Claro – SP. IGCE
– Educação Matemática, 2013 (Tese de Doutorado).
SILVA, A. L. da. Nomes e Amigos: da prática Xavante a uma reflexão sobre os Jê.
São Paulo: FFLCH – USP, 1986.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2017 Com a Palavra, o Professor

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.