Educação Indígena - Espaço de vivências e convivências compartilhadas
DOI:
https://doi.org/10.23864/cpp.v2i2.161Palavras-chave:
Apyãwa/Tapirapé, Auw?/Xavante, Myky, EtnomatemáticaResumo
No presente artigo buscamos enfatizar a amplitude do processo socioeducativo de três povos indígenas: os Apyãwa/Tapirapé, os Myky e os Auw?/Xavante e ao mesmo tempo, explicitar os princípios e as concepções de educação geradas, sistematizadas e difundidas a partir dos elementos da cultura material e imaterial desses povos. Elementos estes que foram observados na nossa convivência e interação com esses povos, nos últimos dezessete anos. A interação ocorreu, na maior parte dos casos, através da participação direta e indiretamente nos rituais e eventos do dia a dia dessas comunidades (projetos de extensão, pesquisa com fomenta, mestrado e doutorado). Nesse período de convivência com esses povos foi possível perceber que suas concepções de mundo é uma obra em construção, algo por vir, e é a partir dessa incompletude que grande parte dos saberes e conhecimentos são gerados, sistematizados e difundidos de forma dinâmica e jamais finalizada, estando esses saberes sujeitos à interferência das condições especificas de estímulos e de subordinação ao cosmológico, ao contexto histórico, ao natural e às multi/inter/relações sociais. Neste processo de interação, diálogo, troca e observações in loco, a Etnomatemática foi a base para ententer/compreender a maneira como esses processos estão sistematizados e como são difundidos nesses contextos.
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