A trajetória de inclusão de um estudante cego em um curso de licenciatura: estratégias pedagógicas, a linguagem Matemática e seus desafios
DOI:
https://doi.org/10.23864/cpp-v2-n1-153Palavras-chave:
Abordagem histórico-cultural, Educação Matemática Inclusiva, Ensino de CálculoResumo
Neste artigo pretendemos retratar e discutir parte da trajetória de inclusão de um estudante cego em um curso de Licenciatura em Matemática estabelecendo um diálogo entre o processo de aprendizagem de conceitos de Cálculo Diferencial e Integral, algumas das práticas pedagógicas adotadas durante o percurso e as dificuldades oriundas da linguagem matemática para esses estudantes. Apresentamos as vozes dos atores envolvidos: o estudante e o pesquisador. Analisaremos ainda as estratégias empregadas por este estudante para internalizar os conceitos envolvidos bem como os objetos utilizados para a realização da tarefa. Em particular, destacaremos neste artigo o conceito de função derivada dentre alguns conceitos estudados por ele. O estudo cujo recorte da nossa dissertação de mestrado retratamos aqui tem por perspectiva a visão sócio histórico e cultural de Vygotsky. Esse autor destaca que um estudante cego tem o mesmo potencial que os estudantes videntes para apropriação de conceitos desde que sua visualização seja estimulada por meio de materiais manipuláveis para trabalhar outros sentidos. A pesquisa, de abordagem qualitativa, teve como instrumento de coleta de dados a observação realizada por meio de filmagens das aulas e dos encontros particulares e de apontamentos realizados durante o decorrer das aulas e de encontros particulares realizados junto com o estudante. Dentre os resultados da pesquisa, retratamos a importância que a confecção destes materiais trouxe para a aprendizagem dos conceitos envolvidos.
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