Produção do conhecimento em Cabo Verde e Brasil: diálogos a partir da concepção de ciência aberta
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v8i22.17466Palavras-chave:
Africanidade, Ciência aberta, Diálogos interculturais, Paulo FreireResumo
O artigo analisa a experiência de produção científica de um grupo de pesquisadores do Projeto Africanidade, uma Cooperação Internacional para o desenvolvimento de um curso de pós-graduação (Lato Sensu) para professores e gestores que atuam na Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Cabo Verde e no Brasil. Experiência inédita, o projeto foi produzido e executado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e financiado pelo Ministério da Educação do Brasil (financiador) e o Ministério de Ensino Superior Ciência, Tecnologia e Inovação de Cabo Verde (cofinanciador). Usou tecnologias digitais interativas, na modalidade semipresencial, para execução das disciplinas e acompanhamento das pesquisas. Paulo Freire foi a inspiração teórico-metodológica que gerou a escuta entre os parceiros e a definição das estratégias para o desenvolvimento das atividades de pesquisas dos Trabalhos Finais de Curso (TCC). Ademais, também serviu de norteador para as pesquisas implementadas e para a construção de materiais didáticos, tais como: hipermídias impressos, e-books, videoaulas, painéis radiofônicos e salas de aulas virtuais. A produção dos materiais didáticos teve a participação de alunos africanos oriundos dos três países, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, matriculados em cursos de Graduação e Pós-graduação da UFPB. As pesquisas basearam-se no entendimento de que investigações de temáticas históricas e contemporâneas não podem ocorrer fora do que se denomina de ciência aberta. Os resultados foram alcançados através da produção compartilhada de materiais didáticos e da conclusão e defesa de 43 trabalhos com posterior publicação, através de periódicos, capítulos de livros, anais de eventos e conferências. Palavras-chave: Africanidade, Ciência aberta, Diálogos interculturais, Paulo Freire.
Downloads
Referências
IPEA - INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Cooperação brasileira para o desenvolvimento internacional. Brasília: IPEA/ABC, 2013.
BRENNAND, G. G. E. Formação docente e tecnologias digitais. João Pessoa: Editora Universitária, 2011.
CANCLINI, N. G. Diferentes, desiguais e desconectados. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2008.
COULLON, M. Éléments pour une sociologie de la traduction: la domestication des coquilles Saint-Jacque dans la Baie de Saint-Brieuc. Dans L’Année sociologique. n°36, 1996.
__________. La Science telle q’uélle se fait. Paris: la Découvert (théorique), 1991.
LAW, J. Aircraft stories: decentering the object in technoscience. Duram, NC: Duke University Press, 2002.
LÉVY, P. L'ideographie dynamique: Vers une imagination artificielle. Paris: La Découverte, 2010.
FREIRE, P. Pedagogia da Esperança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
__________. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção Leitura).
__________. Ação Cultural para a Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1986a
__________. Extensão ou Comunicação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986b.
__________. Educação como Prática da Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
__________. Cartas à Guiné-Bissau. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
LATOUR. B. Changer la société. Refaire la Sociologie. Paris, La Découvert: Armillaire, 2005.
MACLAREN. P. Pós-modernismo, Pós-colonialismo e Pedagogia. In: SILVA, T. T. Teoria Educacional crítica em tempos pós-modernos. Porto Alegre: Artes Médicas, 2009.
MARCO de Dakar. In: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio. Rio de janeiro Disponível em https://www.epsjv.fiocruz.br/marco-de-acao-de-dakar. Acesso 15 jan. 2022.
MILANI, R.C.; ECHART, E. (Orgs). Cooperación Sur-Sur, política exterior y modelos de desarrollo em América Latina. Buenos Aires: CLACSO, 2016.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Com a Palavra, o Professor

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.