Desafios de um professor com um aluno cego na aula de Matemática: reflexão da prática docente
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v7i18.17575Keywords:
Ensino de matemática, Deficiência visual, Inclusão, ExclusãoAbstract
Esse relato descreve algumas experiências no ensino de matemática com um aluno cego. São comentadas experiências que deram certo e descrita algumas situações práticas de sala de aula que muita muitas vezes, nós, professores de matemática, que temos/tivemos alunos com alguma deficiência, somos surpreendidos, em situação excludente de aprendizagem. Objetivamos nesse relato refletir a inclusão do aluno com deficiência visual nas aulas de matemática. As situações descritas aconteceram em uma turma de EJA, em um colégio estadual de um município baiano. Nesse sentido, podemos inferir que haja um aprendizado de forma eficaz é necessário que haja um envolvimento da escola, família, professores e alunos no processo de inclusão, cabendo ao professor, como agente mediador do processo de construção a tarefa de apresentar e/ou adaptar recursos didáticos para que os alunos com deficiência visual possam participar das aulas e ter o entendimento do que está ocorrendo na dinâmica da sala de aula.
Downloads
References
ALMEIDA, M. Manual informativo sobre inclusão: Informativo para educadores. São
Paulo: Didática Paulista, 2004. (Projeto Inclusão: caminhos para uma inclusão
humana).
ARAÚJO, L. L.; MARSZAUKOWSKI, F.; MUSIAL, M. Matemática e a Deficiência Visual.
ª Semana de Iniciação Científica, FAFIUV, 2009.
BARBOSA, P. M. et al. Inclusão escolar: o Sistema Braille na adaptação de livros didáticos e
paradidáticos. Seminário Internacional de inclusão escolar: práticas e
diálogos. Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ, 2014. Disponível em
http://www.cap.uerj.br/site/images/stories/noticias/18-barbosa_et_al.pdf. Acesso
jun. 2017
BATISTA, C. G. Formação de conceitos em crianças cegas: Questões teóricas e implicações
educacionais. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v.21, n.1, p. 7-15, 2005. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996). Disponível em
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em 18 jun. 2017.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura (MEC) Conselho Nacional de Educação.
RESOLUÇÃO n. 2, de 11 de setembro de 2001. Institui Diretrizes Nacionais para
a Educação Especial na Educação Básica. Disponível em
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf. Acesso em: 19 ago. 2017.
CAMELO, F.; SILVA, M. DE F. Práticas inclusivas em um curso de licenciatura em Matemática:
um estudante cego e a visão de suas duas tutoras. Com a Palavra, o Professor, v.
, n. 2, p. 1-14, 2 set. 2017.
CAMPOS, P. C.; GODOY, M. A. B. O Aluno Cego, a Escola e o Ensino da Matemática:
Preparando Caminhos para a Inclusão com Responsabilidade. Reserva/PR, 2008.
Disponível em www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/456-4.pdf.
Acesso em 22 ago. 2017.
GONZÁLEZ, J.A.T. Educação e diversidade: bases didáticas e organizativas. Porto Alegre:
Artmed, 2002.
LIMA, F. Áudio-descrição: opinião, crítica e comentários, 2010. Disponível em:
http://www.lerparaver.com/blog/2595 Acesso em: 21 jun. 2017.
MARCELLY, L. As histórias em quadrinhos adaptadas como recurso para ensinar
matemática para alunos cegos e videntes. 2010. 141f. Dissertação (Mestrado) -
Universidade Estadual Paulista, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, 2010.
MENEZES, M. A. de. Formação de professores de alunos com necessidades
educacionais especiais no ensino regular. Tese (Doutorado) - Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo. (2008) .
PIMENTA, S. G. O estágio na formação de professores: unidade teórica e prática? 3. ed.
São Paulo: Cortez, 2005.
PIMENTA, C.; DAMASCENO, A.; CUPOLILLO, A. Experiências e formação docente face à
inclusão de estudantes com deficiência no ensino técnico. Com a Palavra, o
Professor, v. 2, n. 2, p. 38-53, 3 set. 2017.
POWELL, A. B. CALEB GATTEGNO (1911-1988): A FAMOUS MATHEMATICS EDUCATOR
FROM AFRICA?. Revista Brasileira de História da Matemática, [S. l.], p. 17,
DOI: 10.47976/RBHM2007vn17. Disponível em:
https://www.rbhm.org.br/index.php/RBHM/article/view/297. Acesso em: 5 jan.
REILY, L. Escola Inclusiva: Linguagem e mediação. Campinas: Papirus, 2004. (Série
Educação Especial).
SABBATIELLO, E. E. El Geoplano: Um recurso didáctico para la enseñança dinámica de la
geometria plana elemental- Su aplicación e utilizacioón en la escuela primária.
Edicciones G.D.Y.P., Buenos Aires, 1967.
VAZ, R. F.; NASSER, L. Em busca de uma avaliação mais “justa”. Com a Palavra, o
Professor, v. 4, n. 10, p. 269-289, 28 dez. 2019.
VENTURA, C.; CÉSAR, M.; SANTOS, N.. Comunicar sem ver: um estudo sobre formas de
comunicação com alunos cegos em aulas de matemática. Revista Investigação em
Matemática. Comunicação no Ensino e na Aprendizagem em Matemática, Caparica,
Portugal, Out., 2010.
VIGOTSKI, L.S. Obras escogidas: tomo V. fundamentos de defectologia. Portugal: Visor,
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2022 Com a Palavra, o Professor

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.