El diálogo freireano como facilitador de subjetivación política
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v8i22.17468Palabras clave:
Diálogo, Cultura Escrita, Práticas de Oralidade, Subjetivação Política, Práticas SocioculturaisResumen
Este artigo apresenta a dimensão dialógica na proposta epistemológica de Freire e sua relação com a cultura escrita nas práticas orais. Em particular, pretende-se analisar brevemente as variações socioculturais do discurso em contextos de sala de aula e a prevalência de certas avaliações hegemónicas sobre os modos de falar, em virtude da importância de um certo “falar bem” (TROGLIA, 2012), para enquadrar esse prática dialógica que decide abandonar o “mutismo” (FREIRE, 1965). Também, articulando algumas citações de Freire, propõe-se um contexto de valorização específica dos modos de enunciação, de modo a abandonar privilégios associados exclusivamente à escrita, a partir do entendimento da oralidade e da escrita como dois componentes de uma mesma prática. Além disso, será relevante em seu desenvolvimento analisar a assunção de outras vozes por quem estuda no marco dos processos de subjetivação que derivam das propostas educativas de Freire. Acima de tudo, torna-se fundamental identificar aqueles processos de subjetivação política emergentes e as novas formas de enunciar a partir das posições subjetivas daqueles que passaram por instâncias formativas.
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