Freire e a leitura crítica: uma perspectiva emancipatória
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v8i22.17474Palavras-chave:
Educação de Pessoas Jovens e Adultas, Emancipação, Leitura e escrita, ProejaResumo
O presente artigo tem como objetivo analisar o conhecimento acerca dos conceitos de autonomia e emancipação do sujeito, problematizando e compreendendo a relação entre a educação e o processo emancipante do estudante do Proeja (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade EJA). Para tanto, discorre-se sobre as concepções de Kant (2009) e Freire (2010), que consideram o “esclarecimento” essencial no processo emancipante. Apresenta-se e discute-se sobre o interesse da burguesia no controle das classes populares e o campo do gerenciamento da educação. Na sequência do texto, argumenta-se sobre a importância da criticidade da leitura e da escrita para ampliação da autonomia dos educandos dessa modalidade da educação básica. Nesse contexto, os estudos sobre emancipação de Freire (1989, 1999, 2005, 2010) constituem o principal referencial analítico. A análise desenvolvida permite inferir que o exercício da leitura e da escrita, numa perspectiva emancipatória, é uma prática relevante para desenvolver o pensamento crítico-reflexivo e, consequentemente, a autonomia do estudante dessa modalidade da educação brasileira.
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