Equidade e Educação Matemática: experiências e reflexões

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22481/cpp.v7i17.17487

Palabras clave:

Equidade, Matemática crítica, Ensino de Estatística, Desenvolvimento profissional, Sequências de ensino

Resumen

Os estudantes costumam apresentar dificuldades com a Matemática, por isso, a prática de ensino precisa articular os conhecimentos e as necessidades específicas dos estudantes, possibilitando a equidade nas aulas de Matemática. Pesquisas que abordam a equidade têm evidenciado a necessidade de ampliar a discussão, tanto no que se refere a formação do professor, quanto a produção de materiais didáticos e a aprendizagem dos estudantes. Este artigo tem como objetivo examinar a perspectiva dos professores a respeito da equidade para a aprendizagem dos estudantes, ao propiciar oportunidades para o ensino de conceitos estatísticos a partir do desenvolvimento de sequências de ensino. Como forma de propiciar a equidade, tem sido desenvolvida formação colaborativa pela REM-NE, com envolvimento de pesquisadores e professores que ensinam matemática, com vistas ao seu Desenvolvimento profissional. No presente estudo as fontes de dados consistiram em gravações das reuniões formativas e uma reunião de grupo focal, diários reflexivos de pesquisadores e unidades de estudo desenvolvidas por professores. Os resultados indicam que os professores passam a perceber a influência da ação desenvolvida quando o conhecimento que passa a ser expresso pelos estudantes se afasta da aprendizagem por memorização e se aproxima da compreensão de fatos e fenômenos associados à realidade em que vivem,  possibilitando a inclusão de estudantes com dificuldades de aprendizagem, com síndrome de down, surdez e cadeirantes. O estudo, também identificou maneiras benéficas de promover mudanças na prática dos professores e no aprendizado dos estudantes, (re) posicionando o Letramento Estatístico como uma ferramenta para transformar realidades injustas.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Educação

é a Base. Brasília, DF, 2018.

BRASIL. Relatório SAEB 2017. Brasília, DF: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas

Educacionais Anísio Teixeira, 2019.

CARRIJO, M. O Resgate do Poder Social da Matemática a partir da Educação Matemática

Crítica: uma possibilidade na formação para a cidadania. Revista Paranaense de

Educação Matemática, v. 3, n. 5, p. 248-270, 17 nov. 2014.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

FREIRE, P. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a Pedagogia do

Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

D'AMBROSIO, U. Educação Matemática: da teoria à prática. 8ª edição. ed. CampinasSP: Papirus, 2001.

GAL, I. Adults' Statistical Literacy: meanings, components, responsibilities. International

Statistical Review, v. 70, n. 1, p. 1-25, apr. 2002.

GUTIERREZ, R. Context matters: How should we conceptualize equity in

mathematics education? In: B. Herbel-Eisenmann; J. Choppin, D. Wagner; D.

Pimm (Eds.), Equity in Discourse for Mathematics Education: Theories, Practices,

and Policies, p. 17-33. (Mathematics Education Library; Vol. 55), 2012.

Springer. Disponível em: https://doi.org/10.1007/978-94-007-2813-4_2 Acesso em:

jun. 2021.

GUTSTEIN, E. Reading and writing the world with mathematics: Toward a

pedagogy for social justice. New York: Routledge, 2006.

HERNANDEZ, T. K. To be brown in Brazil: Education and segregation Latin American style.

N.Y.U. Review of Law & Social Change, 29(683), 683–717, 2005.

LUDKË, M.; ANDRÉ, M. E. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo:

EPU, 1986.

MORAES, R.; GALIAZZI, M. do C. Análise Textual Discursiva. 2 ed, Ijuí: Unijuí, 2011.

PONTES, M.M; CASTRO, J.B. A construção do conhecimento Matemático do pedagogo: uma

investigação sobre os saberes para a prática pedagógica com Estatística. JIEEM. v.13,

n.3, dez.2020. Disponível em:

https://revista.pgsskroton.com/index.php/jieem/article/view/8065 Acesso em: 25

ago. 2021.

PONTES, M. M. de; CASTRO, J. B. Uma Breve Discussão sobre a presença da Estatística no

Currículo do Ensino Fundamental. Revista Espaço do Currículo, [S. l.], v. 14, n.

, p. 1–14, 2021. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/57471. Acesso em: 25 ago.

SÁNCHEZ VÁZQUEZ, A. Filosofia da práxis. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

SANTANA, E. R. S. Adição e subtração: o suporte didático influencia a

aprendizagem do estudante? Ilhéus: Editus, 2012.

SANTANA, E. R. dos S.; CAZORLA, I. M. O Ciclo Investigativo no ensino de conceitos

estatísticos. Revemop, v. 2, p. e202018, 14 out. 2020. Disponível em:

https://periodicos.ufop.br/revemop/article/view/4251 Acesso em: 26 ago. 2021.

SANTANA, E. R.; COUTO, M. E. S. Desenvolvimento profissional e estatístico: um

encontro entre a universidade e a escola. In: GEA, M. M.; ALVAREZ-ARROYO, R.;

GUERRERO, J. A. G. Seminário Hispano-Brasileño de Educación Estadística.

Universidade de Granada, Espanha, 2020.

STERNBERG, R. Thinking Styles. Cambridge: University Press, 1997.

SKOVSMOSE, O. Educação crítica: incerteza, matemática, responsabilidade. São Paulo:

Cortez, 2007.

WAGNER D., HERBEL-EISENMANN B., CHOPPIN J. Inherent Connections Between

Discourse and Equity in Mathematics Classrooms. In: Herbel-Eisenmann B.,

Choppin J., Wagner D., Pimm D. (eds) Equity in Discourse for Mathematics

Education. Mathematics Education Library, vol 55. Springer, Dordrecht, 2012.

Disponível em: https://doi.org/10.1007/978-94-007-2813-4_1 Acesso em:

WILD, C. J.; PFANNKUCH, M. Statistical thinking in empirical enquiry. International

Statistical Review, v. 67, n. 3, p. 223-248, dec.1999.

Publicado

2022-04-29

Cómo citar

SANTANA, Eurivalda Ribeiro dos Santos; CASTRO, Juscileide Braga de. Equidade e Educação Matemática: experiências e reflexões. Com a Palavra, o Professor, [S. l.], v. 7, n. 17, p. 79–98, 2022. DOI: 10.22481/cpp.v7i17.17487. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/cpp/article/view/17487. Acesso em: 20 may. 2026.