Gramaticalización: desde una perspectiva socialmente situada
DOI:
https://doi.org/10.22481/el.v23i1.18345Palabras clave:
locus de gramaticalización, usos emergentes, grupos sociaisResumen
El objetivo de este artículo es analizar la idea de que el ritmo de la grammaticalization depende de las condiciones sociolingüísticas. Partimos de consideraciones sobre el lugar de variación/cambio en los estudios sociolingüísticos para: i) distinguir entre cambios que se propagan por toda la lengua en su conjunto y usos emergentes y/o ya fijados que se circunscriben a ciertas comunidades o grupos sociales; y ii) tratar de articular estas nociones con los estudios funcionalistas de gramaticalización desde una perspectiva estricta y ampliada. Ilustramos el primer tipo de gramaticalización con el caso de la perífrasis ir + Infinitivo para expresar el futuro; y el segundo tipo con el caso del conector daí y el marcador discursivo entendesse?, elementos que están experimentando procesos de gramaticalización. Defendemos la relevancia de incluir una perspectiva socialmente situada en los estudios de gramaticalización, para abarcar tanto los fenómenos que afectan a la lengua en su conjunto como los usos emergentes y circulantes en diferentes grupos sociales.
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