Constituintes químicos e efeito ecotoxicológico de extratos de folhas de Eucalyptus urograndis

Autores

  • Lucienir Pains Duarte Universidade Federal de Minas Gerais image/svg+xml
  • Rute Cunha Figueiredo Universidade Federal de Minas Gerais
  • Débora Barbosa da Silva Soares Universidade Federal de Minas Gerais
  • Marcela Maciel Nogueira Universidade Federal de Minas Gerais
  • Fabíola Oliveira Lino de Araújo Universidade Federal de Minas Gerais image/svg+xml
  • Arnola Cecília Rietzler Universidade Federal de Minas Gerais image/svg+xml
  • Flaviano Oliveira Silvério Universidade Federal de Minas Gerais image/svg+xml
  • Sidney Augusto Vieira Filho Universidade Federal de Ouro Preto image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.22481/exon.v1i1.19418

Palavras-chave:

Eucalyptus urograndis, flavona, eucaliptina, fenil-etil éster, efeito ecotoxicológico

Resumo

Florestas artificiais de Eucalyptus produzem grande quantidade de serapilheira que através de ventos e águas pluviais são arrastadas para dentro de ambientes hídricos, com consequente alteração do ecossistema aquático. Para avaliar o efeito ecotoxicológico da serapilheira de Eucalyptus urograndis no ambiente aquático, foram preparados extratos orgânicos (hexânico, clorofórmico, acetato-etílico e etanólico) e aquoso. Estes extratos foram submetidos a testes in vitro utilizando como bioindicadores Daphnia similis e D. laevis (Anomopoda: Daphiniidae) para os extratos mais polares e Chironomus xanthus (Díptera: Chironomidae) para os menos polares. Os testes confirmaram a presença de atividade tóxica em todos os extratos e indicaram o potencial ecotoxicológico das folhas de E. urograndis para ambientes aquáticos. Os resultados dos testes demonstraram a necessidade da adoção de novas tecnologias sustentáveis que possibilitem a preservação de ambientes aquáticos localizados na vizinhança das plantações de Eucalyptus sp.
Paralelamente aos estudos ecotoxicológicos, os extratos hexânico e clorofómico das folhas da serapilheira foram submetidos a estudo fitoquímico levando ao isolamento de 5-hidroxi-4’,7-dimetoxi6,8-dimetilflavona (eucaliptina), nonacosanoato de 2-(4’-hidroxifenil)etila e um álcool graxo. Estes dois extratos, juntamente com o extrato aquoso, foram submetidos à reação de derivatização com BSTFA e depois, analisados por CG-EM, sendo possível detectar 25 compostos orgânicos. As principais classes de constituintes observados nestes extratos por CG-EM foram ácidos graxos, hidrocarbonetos de cadeia longa, esteróides, carboidratos e alcoóis graxos.

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Publicado

2010-06-30

Como Citar

PAINS DUARTE, Lucienir; CUNHA FIGUEIREDO, Rute; BARBOSA DA SILVA SOARES, Débora; MACIEL NOGUEIRA, Marcela; OLIVEIRA LINO DE ARAÚJO, Fabíola; CECÍLIA RIETZLER, Arnola; OLIVEIRA SILVÉRIO, Flaviano; AUGUSTO VIEIRA FILHO, Sidney. Constituintes químicos e efeito ecotoxicológico de extratos de folhas de Eucalyptus urograndis. Exatas Online, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 19–26, 2010. DOI: 10.22481/exon.v1i1.19418. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/exon/article/view/19418. Acesso em: 2 out. 2026.