Entre secas e ciclones: a força invisível das mulheres de Inhambane, Moçambique
DOI:
https://doi.org/10.22481/rg.v9.18093Palavras-chave:
resiliência feminina, alterações climáticas, semiárido, exclusão sistêmica , estratégias de sobrevivênciaResumo
Este artigo analisa a resiliência das mulheres chefes de família nas zonas semiáridas Unrogas de Inhambane, Moçambique, face às emergências climáticas recorrentes, como secas prolongadas e ciclones violentos que comprometem a sobrevivência. Por meio de uma abordagem qualitativa, baseada em pesquisa documental, experiências e vivências locais, identificam-se estratégias de sobrevivência adotadas por mulheres, incluindo práticas agrícolas adaptativas, redes de solidariedade e inovação comunitária em gestão de recursos hídricos. O estudo destaca a exclusão sistêmica que limita o acesso feminino a recursos produtivos, crédito e participação política, agravando a sua vulnerabilidade social e econômica. A pesquisa evidencia que as mulheres rurais, embora (in)visibilizadas, são protagonistas centrais na (re)construção dos territórios, bem como na resiliência e convivência com os impactos das alterações climáticas. Por fim, são apresentadas recomendações para o fortalecimento e empoderamento das mulheres.
Downloads
Referências
ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Estudo de caso em pesquisa e avaliação educacional. Brasília: Líber Livro, 2005.
BELCHIOR, E. Agricultura de subsistência e práticas resilientes em zonas áridas. Maputo: Universidade Eduardo Mondlane, 2013.
COSTA, Heitor Scalambrini. Estratégias de enfrentamento da crise climática no Semiárido. EcoDebate, 17 fev. 2025.
DE ALMEIDA, A. Antunes. Monografia Agrícola de Massinga. Lisboa, 1959.
FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo: como aumentar a resiliência face à volatilidade dos preços alimentares. Roma: FAO, 2011.
FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. O papel da mulher rural na adaptação às mudanças climáticas. Roma: FAO, 2019.
FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. Mulheres rurais: protagonistas da transformação dos sistemas agroalimentares para garantir segurança alimentar e nutricional. Roma: FAO, 2022.
FDC – Fundação Para o Desenvolvimento da Comunidade. Estratégia de integração da resiliência climática e gestão do risco de desastres nos programas de desenvolvimento da FDC (2024–2034). [S.l.]: FDC, 2024.
GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1987.
GODOY, Arilda Schmidt. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 35, n. 2, p. 57-63, mar./abr. 1995.
INGD – Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres. Plano Anual de Contingência 2022-2023. Maputo: INGD, 2022.
INM – Instituto Nacional de Meteorologia. Relatório Climático Anual de Moçambique. Maputo: INM, 2023.
INGOLD, Tim. The perception of the environment: essays on livelihood, dwelling and skill. London: Routledge, 2000.
IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change. Climate Change 2022: Impacts, Adaptation and Vulnerability. Contribution of Working Group II to the Sixth Assessment Report of the IPCC. Cambridge: Cambridge University Press, 2022.
MICOA – Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental. Estratégia Nacional de Adaptação e Mitigação de Mudanças Climáticas (2013–2025). Maputo: MICOA, 2013.
MOÇAMBIQUE. Lei nº 19/97, de 1 de Outubro: Lei de Terras. Boletim da República, Maputo, 1997.
OXFAM. Mulheres, resiliência e mudanças climáticas: construindo justiça climática com igualdade de género. Oxford: Oxfam International, 2017.
OXFAM. Relatório de Gênero e Mudanças Climáticas. Oxford: Oxfam International, 2019.
PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Humano em Moçambique: Riscos e Estratégias. Maputo: PNUD, 2009.
TUAN, Yi-Fu. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. São Paulo: Editora Difel, 2012.
UN WOMEN. Relatório sobre Igualdade de Gênero e Mudanças Climáticas. Nova Iorque: UN Women, 2020.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Anastância Armando Mucuho

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.
Dos Direitos Autorais
Os autores mantêm os direitos autorais de forma irrestrita e concedem à Geopauta a primeira publicação com o trabalho simultaneamente licenciado em CC BY, que permite que outros compartilhem com reconhecimento da autoria de cada autor na publicação inicial nesta revista.
Propriedade Intelectual e Termos de uso
A Geopauta adota a política de Acesso Livre em Conformidade com o Acesso Aberto- OAC recomendado pelo DOAJ e em conformidade com os Critérios SciELO, sob uma licença Creative Commons CC By Attribution 4.0 International License, permitindo acesso gratuito imediato ao trabalho e permitindo que qualquer usuário leia, baixe, copie, distribua, imprima, pesquise ou vincule aos textos completos dos artigos, rastreie-os para indexação, passe-os como dados para software ou use-os para qualquer outra finalidade legal.
A Geopauta atribui a licença CC BY. onde é permitido sem restrições:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original.
Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original.




