Mulheres camponesas e indígenas do Chile: experiências de lutas, resistências e feminismo camponês
DOI:
https://doi.org/10.22481/rg.v9.18081Palavras-chave:
Anamuri, corpo-território, agroecologiaResumo
Este artigo reflete sobre as práticas de lutas e resistências de mulheres camponesas e indígenas chilenas frente à exploração dos Bens da Natureza por megaprojetos do capital. A reflexão parte do relato de experiência da autora na Asociación Nacional de Mujeres Rurales y Indigenas (ANAMURI) que representa um território de resistência dessas mulheres contra a expansão dessa exploração e dos impactos das mudanças climáticas. Aqui destaca-se os espaços de debates e resistências construídos pela ANAMURI, os quais indicam sua atuação em defesa dos corpos-territórios e dos Bens da Natureza como um contra movimento à exploração destrutiva do neoextrativismo e em favor da soberania alimentar, agroecologia e da vida. Com esse trabalho reafirma-se que a luta pelo direito ao corpo-território é uma luta comum em toda América Latina.
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