Mulheres camponesas e indígenas do Chile: experiências de lutas, resistências e feminismo camponês

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/rg.v9.18081

Palavras-chave:

Anamuri, corpo-território, agroecologia

Resumo

Este artigo reflete sobre as práticas de lutas e resistências de mulheres camponesas e indígenas chilenas frente à exploração dos Bens da Natureza por megaprojetos do capital. A reflexão parte do relato de experiência da autora na Asociación Nacional de Mujeres Rurales y Indigenas (ANAMURI) que representa um território de resistência dessas mulheres contra a expansão dessa exploração e dos impactos das mudanças climáticas. Aqui destaca-se os espaços de debates e resistências construídos pela ANAMURI, os quais indicam sua atuação em defesa dos corpos-territórios e dos Bens da Natureza como um contra movimento à exploração destrutiva do neoextrativismo e em favor da soberania alimentar, agroecologia e da vida. Com esse trabalho reafirma-se que a luta pelo direito ao corpo-território é uma luta comum em toda América Latina.

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Publicado

2025-09-30

Como Citar

RABELLO , Ananza Mara. Mulheres camponesas e indígenas do Chile: experiências de lutas, resistências e feminismo camponês. Geopauta, [S. l.], v. 9, n. 1, p. e18081, 2025. DOI: 10.22481/rg.v9.18081. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/geo/article/view/18081. Acesso em: 18 maio. 2026.

Edição

Seção

Dossiê: (In)justiça social e ruralidades em tempos de emergências climáticas