GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO SOB OS OLHOS E CORPOS DE JOVENS INTERNADOS PERANTE A LEI

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/poliges.v1i1.8262

Palavras-chave:

Gestão democrática, Juventude, Socioeducativo

Resumo

Este artigo é parte do resultado de uma dissertação de mestrado que estudou a gestão democrática e o direito à educação em escolas públicas inseridas em Unidades de Internação, pesquisa desenvolvida em um programa de Pós-Graduação em Educação. A investigação partiu de uma inspiração marxista, tendo como referenciais teóricos os conceitos de hegemonia de Gramsci (1968), de Aparelhos Ideológicos do Estado, de Althusser (1985) e a docilidade dos corpos, de Foucault (1999). Seu objetivo foi, além de um estudo sobre a legislação que normatiza a oferta de educação escolar para a população jovem submetida a medidas restritivas de liberdade, analisar as percepções dos sujeitos inseridos em duas escolas vinculadas a um sistema municipal de ensino e dos demais profissionais das unidades de internação (gerentes, professores, educadores sociais, alunos) localizadas em Comunidades de Atendimento Socioeducativo de Internação (CASE), sobre os limites e possibilidades da Gestão Democrática nessa realidade educacional singular. O presente texto faz um recorte dos resultados da pesquisa de campo realizada sobre tais percepções. Os resultados apontam as dificuldades encontradas nas duas escolas pesquisadas de se exercitar a gestão democrática nos moldes como este princípio é colocado na legislação educacional vigente e na literatura  pertinente desse campo do conhecimento, mesmo que alguns depoimentos dos colaboradores da pesquisa mostrassem possibilidades da efetivação de alguns indicadores dessa modalidade de gestão.

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Biografia do Autor

Washington Luis de Andrade Cardoso Junior, SEMED/Lauro de Freitas

Possui Licenciatura em História pela Universidade Federal da Bahia, com Mestrado em Educação e cursando doutorado em andamento pela mesma Universidade. Atua como professor de História nas Redes Municipais de Ensino de Salvador e Lauro de Freitas. Tem experiência em pesquisas relacionadas às políticas educacionais e gestão escolar. Na condição de Diretor de Assuntos Educacionais do ASPROLF-SINDICATO, entidade sindical que representa os trabalhadores/as da Rede Pública Municipal de Lauro de Freitas, acompanha as atividades dos espaços de controle social, em especial do Conselho Municipal de Educação, como suplente do segmento da representação docente.

Maria Couto Cunha, Universidade Federal da Bahia

Possui Doutorado em Educação pela Universidade Federal da Bahia, UFBA, Mestrado em Educação pela Universidade Federal da Bahia, UFBA, Especialização em Metodologia do Ensino Superior, pelo Centro de Estudos de Pós Graduação Olga Mettig, CEPOM, Graduação em Bacharelado em Ciências Sociais, pela Universidade Federal da Bahia, UFBA, Graduação em Licenciatura em Ciências Sociais, pela Universidade Federal da Bahia. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFBA, atuando nas áreas da Política, Gestão da Educação e formação de professores da educação básica.

Referências

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Publicado

2020-12-30

Como Citar

CARDOSO JUNIOR, W. L. de A.; CUNHA, M. C. GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO SOB OS OLHOS E CORPOS DE JOVENS INTERNADOS PERANTE A LEI. Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES), [S. l.], v. 1, n. 1, p. 19-39, 2020. DOI: 10.22481/poliges.v1i1.8262. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/poliges/article/view/8262. Acesso em: 9 dez. 2021.

Edição

Seção

Artigos