Comunicação digital entre docente-discente no ensino superior: a informalidade institucional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/poliges.v7i1.19225

Palavras-chave:

Ética Docente, Comunicação Digital, Assédio

Resumo

O uso de aplicativos de mensagens instantâneas na comunicação entre professores e discentes no ensino superior tornou-se prática corrente, mas essa incorporação ocorreu sem que normas institucionais acompanhassem o mesmo ritmo. Este estudo analisa, em perspectiva interdisciplinar, os riscos jurídicos, éticos, psicológicos e institucionais associados ao uso de ferramentas digitais informais, com destaque para o WhatsApp, na interação acadêmica. Situações como mensagens fora de horário, áudios sem mediação institucional e aproximações ambíguas podem evoluir para assédio moral ou sexual, exposição indevida e responsabilização civil e penal do docente. O objetivo é analisar criticamente esses riscos, articulando dimensões éticas, jurídicas e institucionais, e propor o Protocolo Normativo Institucional de Comunicação Acadêmica Digital. Trata-se de revisão crítica-interpretativa interdisciplinar da literatura, de abordagem qualitativa, articulando contribuições de Foucault, Bourdieu e Bauman com a legislação brasileira vigente, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e os Códigos Civil e Penal. A ausência de regulação, nesse cenário, deixa de ser detalhe: torna-se parte do problema.

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Biografia do Autor

Vanessa Engelage, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Enfermeira graduada pela Fundação Assis Gurgacz (2009). Mestre em Ensino nas Ciências da Saúde. Especialista em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Urgência e Emergência, Gestão em Serviços de Saúde, Estomaterapia, Metodologias de Ensino Superior, Gestão Pública, Enfermagem em Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Atua como coordenadora de cursos de pós-graduação lato sensu no Centro Universitário FAG nas áreas de UTI Geral Adulto, Emergências em APH e AIH, Centro Cirúrgico, Enfermagem Robótica e Central de Material e Esterilização (CME), Enfermagem em Cardiologia e Hemodinâmica e Cardiologia Clínica. Enfermeira da Prefeitura Municipal de Cascavel PR, com oito anos de experiência em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e na Clínica Escola para o Espectro Autista. Atualmente, exerce a função de gerente de Saúde Mental no Programa Qualicis, do Governo do Estado do Paraná.

Josiane Peres Gonçalves, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

Josiane Peres Gonçalves concluiu o Pós-Doutorado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS, 2019), Doutorado em Educação (PUCRS, 2009), Mestrado em Psicologia Social e da Personalidade (PUCRS, 2002) e Graduação em Pedagogia pela Universidade Paranaense (UNIPAR 1998). Atua como professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em regime de dedicação exclusiva, lotada no Campus de Naviraí MS, desde 2009. É professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação (mestrado e doutorado) da Faculdade de Educação (PPGEdu/FAED/UFMS) desde 2017 e do Programa de Pós-Graduação em Educação (mestrado) do Campus do Pantanal (PPGE/CPAN/UFMS) desde 2016. É editora do periódico Perspectivas em Diálogo: Revista de Educação e Sociedade desde 2019 e membro do Conselho Internacional de Revisores do periódico Alteridad: Revista de Ciencias Humanas, Sociales y Educación (Universidade Politécnica Salesiana do Equador) desde 2018. É membro do Conselho de Pesquisa e Pós-Graduação (COPP) da UFMS desde 2022. Atuou como membro do Conselho Curador da Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura - FAPEC (2017-2021). Atuou como diretora do campus de Naviraí da UFMS (2010-2014) e membro do Conselho de Pesquisa e Pós-Graduação da UFMS (2013-2017). Atuou como professora da União Pan Americana de Ensino - UNIPAN (2001-2009) e coordenou o curso de Pedagogia (2005-2009). Atuou como professora de cursos de licenciatura da UNIMEO-CETESOP (2001-2002) e da Faculdade Dom Bosco de Ubiratã (2000-2001). Atuou como professora da Educação Básica em Cafelândia PR (1999-2002) e em Nova Aurora PR (1997-2001). É líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Desenvolvimento Gênero e Educação (GEPDGE) desde 2012, vinculado à Rede Internacional América Latina, África, Europa, Caribe (ALEC) desde 2020. Possui 94 orientações de TCC concluídas, 42 orientações de iniciação científica concluídas, 42 orientações de especialização concluídas, 17 orientações de mestrado concluídas, 3 orientações de doutorado concluídas e uma supervisão de pós-doutorado concluída. Realizou duas pesquisas com fomento externo: Chamada 43/2013 CNPq no período de 2014 a 2016; e Chamada Universal MCTIC/CNPq 2018 no período de 2019 a 2024. Atua na área de Psicologia Educacional e desenvolve pesquisas sobre processos de desenvolvimento humano, relações de gênero e sexualidade na área da educação. É Bolsista Produtividade Fundect/CNPq. ORCID: http://orcid.org/0000-0002-7005-849X

Dartel Ferrari de Lima, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Graduado em Fisioterapia (1983), Doutorado em Medicina Preventiva pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Mestrado em Engenharia Biomédica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná; Residência Fisioterapêutica Neurofuncional e Ortopédica Traumatofuncional (COFFITO); Quiropraxista; Especialista Lato Sensu em Biologia do Esporte e Preparação Física; Membro do Comitê de Ética em Pesquisa com Humanos: CEP-Unioeste; Avaliador do Sistema BASis (MEC/INEP); Conselheiro do Centro de Ciências Humanas, Educação e Letras; Corpo Clínico do Centro de Reabilitação Física e Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Educação Matemática (PPGECEM) na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil

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Publicado

2026-06-30

Como Citar

ENGELAGE, Vanessa; GONÇALVES, Josiane Peres; DE LIMA, Dartel Ferrari. Comunicação digital entre docente-discente no ensino superior: a informalidade institucional. Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES), [S. l.], v. 7, n. 1, p. 435–459, 2026. DOI: 10.22481/poliges.v7i1.19225. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/poliges/article/view/19225. Acesso em: 7 jul. 2026.