Grêmio estudantil e democracia escolar: desafios contemporâneos à participação juvenil
DOI:
https://doi.org/10.22481/poliges.v7i1.19564Palavras-chave:
Democracia escolar, Grêmio estudantil, Participação juvenilResumo
Este artigo analisa as transformações históricas do grêmio estudantil e os desafios que marcam sua atuação como instância de participação democrática na escola pública brasileira. O estudo fundamenta-se em pesquisa qualitativa de caráter histórico-documental e bibliográfico, desenvolvida a partir da análise de registros disponíveis na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional e de literatura especializada sobre democracia escolar, participação juvenil e movimento estudantil. Os resultados evidenciam que os grêmios estudantis desempenharam papel relevante na formação cidadã e na construção de práticas democráticas ao longo da história da educação brasileira, constituindo espaços de representação, mobilização e participação discente. A análise indica que as limitações observadas na contemporaneidade não decorrem da ausência de interesse dos jovens pela participação coletiva, mas de processos de reconfiguração institucional que reduziram sua autonomia e inserção nos processos decisórios escolares. Conclui-se que o fortalecimento dos grêmios estudantis depende da ampliação das oportunidades efetivas de participação e do reconhecimento dessas entidades como componentes estratégicos da gestão democrática. Ao articular fontes históricas e literatura especializada, o estudo contribui para a compreensão das transformações da participação estudantil e dos desafios contemporâneos da democratização da escola pública.
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