A Escola da Ponte: do ensino emergencial ao regresso às aulas presenciais

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DOI:

https://doi.org/10.22481/praxisedu.v20i51.14196

Resumo

A pandemia causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 impôs uma transformação repentina da vida quotidiana. A escola teve de se adaptar rapidamente a essa nova realidade, adotando o que se veio a designar de Ensino Remoto de Emergência (ERE). Este trabalho teve como objetivo analisar o impacto da passagem ao ERE num contexto particular, a Escola da Ponte, uma escola com um modelo pedagógico assente no trabalho colaborativo e autónomo. Mais concretamente, pretendemos: compreender as percepções dos docentes acerca dos desafios que se colocaram à comunidade educativa da Escola da Ponte, na passagem ao ERE; analisar as estratégias utilizadas pelos docentes para manter a proposta do “Projeto Educativo: Fazer a Ponte” no período de ERE; descrever o processo de retoma do ensino presencial, num contexto pandémico. Optamos por uma abordagem metodológica de natureza qualitativa, mais concretamente pelo estudo de caso. Os resultados revelam que as estratégias adotadas pelos docentes da Escola da Ponte no período de transição para o ERE e no regresso às aulas presenciais foram fundamentais para mitigar as desigualdades sociais e educativas existentes e garantir continuidade no processo de ensino e aprendizagem dos alunos. Apesar das restrições, observou-se, neste período, inovação nas práticas pedagógicas, especialmente pelo uso das plataformas e tecnologias digitais, assente no trabalho colaborativo.

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Publicado

2024-11-01

Como Citar

FONSECA, Fabíola Pereira Sarmento da; VILHENA, Carla. A Escola da Ponte: do ensino emergencial ao regresso às aulas presenciais. Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 20, n. 51, p. e14196, 2024. DOI: 10.22481/praxisedu.v20i51.14196. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/praxis/article/view/15993. Acesso em: 5 dez. 2025.

Edição

Seção

Artigos