A “cultura clássica" e a "subcultura" na magistratura: um diálogo entre ativismo judicial e os seus limites

Autores

  • Marcelo Diego Gomes da Silva Vitorio Universidade Estadual de Feira de Santana

DOI:

https://doi.org/10.22481/rccd.v0i3.6076

Palavras-chave:

Ativismo Judicial. Magistratura. Democracia. Separação dos Poderes.

Resumo

O presente artigo tem por escopo delinear as possíveis respostas acerca dos limites entre o ativismo judicial e a posição dos magistrados frente aos processos. Nesse sentido, foi procedida uma análise de algumas decisões judiciais que repercutiram na comunidade jurídica e na sociedade brasileira, com o fim de lançar um olhar crítico acerca do contraponto entre as posições ativistas e “clássicas” na magistratura. Esse debate se torna cada vez mais relevante no Brasil, uma vez que, nos últimos anos, algumas decisões judiciais impactaram grandemente a sociedade brasileira e, por extenso, os magistrados por trás dessas decisões ganharam notoriedade. Em conclusão, tendo em vista o princípio da harmonia entre os poderes constituídos da república, observou-se que as decisões judiciais ativistas influenciaram substancialmente a ordem democrático-constitucional brasileira, ensejando uma reanálise profunda por parte da comunidade jurídica a respeito dos limites desse ativismo judicial.

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Publicado

2019-12-31

Como Citar

VITORIO, Marcelo Diego Gomes da Silva. A “cultura clássica" e a "subcultura" na magistratura: um diálogo entre ativismo judicial e os seus limites. Revista Científica do Curso de Direito, [S. l.], n. 3, p. 40–51, 2019. DOI: 10.22481/rccd.v0i3.6076. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/rccd/article/view/6076. Acesso em: 19 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos