Jogos didáticos em biologia celular na extensão universitária: interações entre universidade e escola

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/recuesb.v13i24.18715

Palavras-chave:

Extensão universitária, Biologia celular, Jogos didáticos, Universidade e escola, Epistemologia genética.

Resumo

A compreensão dos fundamentos da Biologia Celular constitui elemento central na formação científica dos estudantes da educação básica, uma vez que sustenta a aprendizagem de temáticas contemporâneas relacionadas à biotecnologia, à genética e à saúde. Entretanto, esses conteúdos são frequentemente abordados de modo fragmentado e descontextualizado, o que compromete a construção de aprendizagens significativas. Nesse cenário, o presente artigo apresenta um relato de experiência de extensão universitária cujo objetivo foi promover a interação entre universidade e escola pública por meio da elaboração e aplicação de jogos didáticos e seminários temáticos voltados ao ensino de Biologia Celular. A experiência envolveu discentes do primeiro semestre dos cursos de Fisioterapia e Odontologia que, no âmbito das disciplinas de Citologia e Genética (Fisioterapia) e Biologia Básica (Odontologia), desenvolveram materiais pedagógicos e aplicaram em turmas do terceiro ano do ensino médio. Metodologicamente, o estudo insere-se no paradigma qualitativo-interpretativo e dialoga com a pesquisa reflexiva, sustentando-se na análise da prática extensionista à luz da Epistemologia Genética de Jean Piaget, que concebe o conhecimento como resultado da interação entre sujeito e objeto. Os resultados indicam que os jogos didáticos e os seminários temáticos favoreceram a cooperação e a reconstrução conceitual dos conteúdos, ao promoverem situações de ação, interação e reflexão. Conclui-se que a extensão universitária, ao articular teoria e prática, contribui para a formação inicial dos graduandos e para a qualificação do ensino de Biologia na Educação Básica, fortalecendo a relação entre universidade e escola.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Genice Portugal Santos Miranda, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Pedagoga. Mestranda em Educação Científica e Formação de Professores, pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Jequié, Bahia, Brasil.

Jerry Adriane Pinto de Andrade, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Doutor em Biologia Celular e Molecular com Ênfase em Ensino de Ciências, pela Universide Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professor Pleno da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Jequié, Bahia, Brasil.

Referências

ALBERTS, Bruce et al. Fundamentos da biologia celular. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução nº 7, de 18 de dezembro de 2018. Estabelece as diretrizes para a extensão na educação superior brasileira. Brasília, DF, 2018a. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=104251-rces007-18&category_slug=dezembro-2018-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 24 jan. 2026.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018b.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF, 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 26 jan. 2026.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, DF: MEC/SEESP, 2008.

CAMARGO, Liseane Silveira; BECKER, Maria Luíza Rheingantz. O percurso do conceito de cooperação na epistemologia genética. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 37, n. 2, p. 527-549, maio/ago. 2012.

COGO, Ana Luísa Petersen. Cooperação versus colaboração: conceitos para o ensino de enfermagem em ambiente virtual. Revista Brasileira de Enfermagem [online], v. 59, n. 5, p. 680-683, 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n5/v59n5a16.pdf Acesso em: 6 fev. 2026.

FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRAS (FORPROEX). Política nacional de extensão universitária. Manaus: FORPROEX, 2012.

MORAN, José Manuel. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus, 2015.

MONTANGERO, Jaques; MAURICE-NAVILLE, Danielle. Piaget ou a inteligência em evolução. Porto Alegre: Artmed, 1998.

PIAGET, Jean. Relações entre a afetividade e a inteligência no desenvolvimento mental da criança. Tradução e organização de Cláudio J. P. Saltini. Rio de Janeiro: Wak, 2005.

PIAGET, Jean. O juízo moral na criança. Tradução de Elzon Lenardon. São Paulo: Summus, 1994.

PIAGET, Jean. Fazer e compreender. Tradução de Christina Larroudé de Paula Leite. São Paulo: Melhoramentos; EDUSP, 1978.

PIAGET, Jean. A tomada de consciência. São Paulo: Melhoramentos, 1977.

Downloads

Publicado

2026-03-17

Como Citar

MIRANDA, Genice Portugal Santos; DE ANDRADE, Jerry Adriane Pinto. Jogos didáticos em biologia celular na extensão universitária: interações entre universidade e escola. Revista Extensão & Cidadania, [S. l.], v. 13, n. 24, p. 197–213, 2026. DOI: 10.22481/recuesb.v13i24.18715. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/recuesb/article/view/18715. Acesso em: 9 jun. 2026.

Edição

Seção

Relatos de Experiência