A descolonização do pensamento como caminho para uma formação de professores de ciências comprometida com a justiça social

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/riduesb.v8i1.11763

Resumo

Este ensaio teórico tem como objetivo (re)pensar a formação de professores de ciências à luz de marcos epistemológicos alinhados com a descolonização do pensamento, como forma de pleitear um modelo outro de ciência. Para isto, realizamos um diálogo entre as contribuições teóricas de Silvia Cusicanqui e Paulo Freire, a partir de duas de suas obras, a Sociologia de la Imagen (2015) e a Educação como prática da liberdade (1967). Reconhecendo que esses autores discutem perspectivas epistêmicas engajadas com a práxis e com a realidade de seus países, consideramos que a interlocução entre ambos possa se configurar como uma perspectiva conceitual capaz de contemplar a Educação das Relações Étnico-Raciais tanto na pesquisa quanto na prática docente no ensino de ciências. Desse modo, defendemos a composição de um referencial teórico que esteja comprometido com a justiça social, sobretudo na educação científica, considerando os desafios e as potencialidades presentes no contexto étnico-racial brasileiro e latino-americano.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BHABHA, Homi Kharshedji. O local da cultura. 2. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.

BRASIL. Lei 10.639/2003, de 9 de janeiro de 2003. Diário Oficial da União, de janeiro de

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes Curriculares

Nacionais para a Educação das Relações Étnico- Raciais e para o Ensino de História e

Cultura Afro-Brasileira e Africana. Relatora: Petronilha Beatriz Gonçalves. Ministério da

Educação. Brasília, 2004.

CARNEIRO, Sueli. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. São Paulo: Selo Negro,

CHASSOT, Áttico. Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social.

Revista Brasileira de Educação, ANPEd, n. 26, p.89-100, 2003.

CUSICANQUI, Silvia Riveira. Sociología de la imagen: ensayos. 1. ed. Buenos Aires: Tinta

Limón, 2015.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 12. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,

GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro educador. Petrópolis: Vozes, 2017.

GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro. Rio

de Janeiro, n. 92/93 (jan./jun.). 1988, p. 69-82.

HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo:

Editora WMF Martins Fontes, 2013.

HOOKS, bell. Ensinando pensamento crítico: sabedoria prática. São Paulo: Elefante, 2020.

MUNANGA, Kabengele; GOMES, Nilma Lino. O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global,

NASCIMENTO, Rosalina Maria de Lima Leite do; MÓL, Gerson de Souza. A formação de

professores de ciências: uma análise da sua atuação frente aos desafios e inovações do

mundo moderno. Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 3, p. 15834-15845, mar. 2020.

PEPETELA. Mayombe. 5. ed. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1993.

ROSA, Katemari; ALVES-BRITO, Alan; PINHEIRO, Bárbara Carine Soares. Pós-verdade para

quem? Fatos produzidos por uma ciência racista. Caderno Brasileiro de Ensino de Física,

v. 37, n. 3, p. 1440-1468, dez. 2020.

SANTOS, Jorge Luís Rodrigues dos. Educação multicultural? Ou indiferente à diferença?

In: NUNES, C. P.; FAGUNDES, H. P. P. (Orgs). Formação de professores: questões

contemporâneas. 1. ed. Curitiba: CRV, 2014.

SOUZA, Jessé. A elite do atraso. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2019.

Downloads

Publicado

2023-06-26

Como Citar

CARVALHO, Iago Vilaça de; COSTA, Fernanda Antunes Gomes da. A descolonização do pensamento como caminho para uma formação de professores de ciências comprometida com a justiça social. Revista de Iniciação à Docência, [S. l.], v. 8, n. 1, p. e11763; 1–15, 2023. DOI: 10.22481/riduesb.v8i1.11763. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/rid/article/view/15957. Acesso em: 10 dez. 2025.