A UTILIZAÇÃO DAS PANCS NO COMBATE À INSEGURANÇA ALIMENTAR
DOI:
https://doi.org/10.22481/rsc.v16i4.18425Keywords:
Sustentabilidade., Agroecologia, Segurança Alimentar, PANCsAbstract
A alimentação é um dos principais fatores que influenciam a saúde humana, e grande parte da dieta global está baseada em um número reduzido de culturas agrícolas, o que compromete a segurança alimentar. Diversificar o consumo de alimentos é essencial, e as Plantas Alimentícias Não Convencionais podem desempenhar um papel significativo nesse processo (1). Essas plantas, tradicionalmente consumidas por comunidades locais, foram gradualmente esquecidas e pouco divulgadas para as novas gerações. Em sua maioria, crescem espontaneamente e requerem poucos cuidados ou insumos agrícolas (2). Com base nessa perspectiva, este estudo teve como objetivo revisar o cenário da agricultura no Brasil, analisando o potencial das Plantas Alimentícias Não Convencionais no enfrentamento da insegurança alimentar. A pesquisa adotou uma metodologia de revisão de literatura e abordagem qualitativa, buscando referências sobre o tema em bases de dados como SciELO, Google Acadêmico e ScienceDirect. Não foram encontrados estudos que estabeleçam uma lista padronizada das Plantas Alimentícias Não Convencionais mais consumidas no Brasil, pois sua diversidade varia conforme a região geográfica (3). O incentivo à produção e ao consumo das Plantas Alimentícias Não Convencionais pode fortalecer o desenvolvimento local e promover uma agricultura sustentável, especialmente em pequenas propriedades de regiões economicamente desfavorecidas (4). Além disso, explorar o potencial nutricional e terapêutico dessas plantas contribui para a valorização da biodiversidade, a preservação dos recursos naturais e a construção de sistemas alimentares mais saudáveis e resilientes (5).
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