O SER DOUTORANDO NA SAÚDE: IDENTIDADE, ADOECIMENTO E O COMPROMISSO COM A CIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.22481/rsc.v21i3.18876Resumen
Este editorial reflete sobre a complexidade da jornada doutoral no campo da saúde, compreendendo-a como um processo de transição identitária que vai além da titulação acadêmica. O texto analisa o paradoxo entre a necessidade de excelência científica e o cenário estrutural de pressões institucionais, marcado pela exigência de produtividade e pelo adoecimento psíquico silencioso entre os pesquisadores. Destaca-se, sob uma perspectiva de gênero, os desafios adicionais enfrentados por mulheres na conciliação entre vida acadêmica, profissional e familiar. O editorial discute ainda o papel central da relação entre orientador e orientando como fator de proteção ou sofrimento, e a responsabilidade das universidades em oferecer redes formais de suporte. Fundamentado no pensamento de Edgar Morin, o texto conclui que o doutorado deve ser um compromisso ético e humanístico, onde a ciência não se resume a dados abstratos, mas atua como ferramenta de transformação social e promoção do bem-estar coletivo.
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