Livros didáticos e praxeologias matemáticas na Bahia na década de 1970: influências da modernização do ensino
Palavras-chave:
Análise de livros didáticos, Teoria Antropológica do Didático, Praxeologias matemáticas, Modernização do ensinoResumo
A produção de pesquisas de cunho histórico tendo como tema os processos
de reformulação do ensino secundário de matemática antes e pós Segunda
Guerra Mundial, e a institucionalização da matemática moderna nas
instituições brasileiras e aspectos da profissionalização dos professores que
ensinaram matemática no contexto brasileiro, tem crescido. Este artigo
retoma grandes linhas de análises que foram publicadas separadamente na
obra Livros didáticos e algumas histórias: teorias modernas da
matemática, publicado pela Editora da Universidade Federal da Bahia. O
mesmo, como parte de uma pesquisa maior, propõe analisar o processo de
formação dos saberes, considerando historicamente os elementos envolvidos
nessa formação, bem como aspectos da profissionalização docente por meio
do conhecimento das praxeologias construídas a partir da utilização dos
manuais analisados. Apresentamos um recorte de análise ecológica de dois
saberes matemáticos, utilizando como método a análise institucional de
livros didáticos. Os resultados apontam que na elaboração de novas
propostas para o ensino de matemática, a análise dos livros didáticos tem
importante papel na compreensão, produção, apropriação e difusão das
teorias modernas da matemática nos espaços educacionais brasileiros e
baianos, além de modelar as atividades docentes daquele período e
posteriormente, o que pode ser deduzido das praxeologias comparadas da
década de 1970 e dos dias atuais
Downloads
Referências
ALVAREZ, T. G. A matemática da reforma Francisco Campos em ação no cotidiano
escolar. 2004. 257 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2004.
BOSCH, M., GASCÓN, J. Aportaciones de la Teoría Antropológica de lo Didáctico a la
formación del profesorado de matemáticas de secundaria. In: SIMPOSIO SEIEM, 13.,
, Santander. Investigación en educación matemática XIII. Granada:
SEIEM, 2009. p. 89-113.
CASTELA. C. Des mathématiques `a leurs utilisations, contribution `a l’étude de la
productivité praxéologique des institutions et de leurs sujets / Le travail personnel au
cœur du d´eveloppement praxéologique des élèves en tant qu’utilisateurs de
mathématiques. Histoire et perspectives sur les mathématiques [math.HO].
Universit´e 2011.
CATUNDA, O. et al. Ensino atualizado da matemática, 8ª série do 1º grau. 3 ed. São
Paulo: EDART, 1975.
CATUNDA, O. et al. Ensino atualizado da matemática: curso ginasial. São Paulo: EDART,
4 v.
CHEVALLARD, Y. Sur les praxéologies de recherche en didactique. 2015.
Disponível em :
http://yves.chevallard.free.fr/spip/spip/IMG/pdf/Notes_pour_les_PRD_2.pdf.
Acesso em 14 junho de 2018.
_____________. Conceitos fundamentais da didática: as perspectivas trazidas
por uma abordagem antropológica. In: BRUN, J. (Org.). Didáctica das
matemáticas. Lisboa: Instituto Piaget, 1996. p. 115-153.
______________. Concepts fondamentaux de la didactique: perspectives apportées par une
approche anthropologique. Recherches en Didactique des Mathématiques,
Grenoble, v. 12, n. 1, 1992. p.73-112.
______________. Le concept de rapport au savoir. Rapport personnel, rapport
institutionnel, rapport officiel. In: SÉMINAIRE DE DIDACTIQUE DES
MATHÉMATIQUES ET DE L’INFORMATIQUE, 1989, Grenoble. Actes… Grenoble:
Université Joseph Fourier, 1989.
COSTA, L. M. F. da. O movimento da matemática moderna no Brasil: o caso do Colégio
de São Bento do Rio de Janeiro. 2014. 166 f. Dissertação (Mestrado em Ensino de
Matemática) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2014.
FARIAS, L. M. S. et al. Análise de manuais escolares da década de 1970: uma compreensão da
construção do saber matemático à luz da Teoria Antropológica do Didático. In: LIMA,
E. B.; et al. (Orgs.). Livros didáticos e algumas histórias: teorias modernas da
matemática. Salvador: EDUFBA, 2018. p. 103-118.
FARIAS, L. M. S.; CARVALHO, E. F. DA ENGENHARIA DIDÁTICA AO PERCURSO DE
ESTUDO E PESQUISA: O CASO DAS FRAÇÕES NO 6º ANO. In: Claudinei de
Camargo Sant´Ana Irani Parolin Santana Rosemeire dos Santos Amaral. (Org.).
Ações colaborativas e cooperativas em educação: entre História, Ensino e
Formação de Professores. 1ed.São Carlos: Pedro & João Editores, 2016, v. 1, p. 125-
GUIMARÃES, H. M. A “modernização” do ensino da Matemática em Portugal – Sebastião e
Silva e as perspectivas metodológicas emanadas de Royaumont (1959). In:
CONFERÊNCIA INTERAMERICANA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 13., 2011,
Recife. Anais... [S.l.]: Comitê Interamericano de Educação Matemática, 2011.
Disponível em: <http://ciaemredumate.org/ocs/index.php/xiii_ciaem/xiii_ciaem/paper/viewFile/1919/937>.
Acesso em: 10 nov. 2015.
GONÇALVES, K. R.; BITTAR, M. As operações de adição e subtração dos números inteiros em
livros didáticos do 7º ano do ensino fundamental. In: SEMINÁRIO SUL-MATOGROSSENSE DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 9., 2015,
Campo Grande. Anais... Campo Grande: UFMS, 2015. p. 58-71. Disponível:
<http://seer.ufms.br/index.php/sesemat/article/view/1709>. Acesso em: 15 nov.
HENRIQUES, A. Análise Institucional e Sequência Didática: Aplicação de conteúdos de
Licenciatura em Matemática na Educação Básica. XV Encontro Baiano de Educação
Matemática - EBEM, Educação Matemática na Formação de Professores: um novo
olhar. UNEB CAMPUS X – Teixeira de Freitas – BA, 3 a 5 de julho de 2013.
HENRIQUES, A.; NAGAMINE, A.; NAGAMINE, C. M. L. Reflexões sobre análise institucional:
o caso do ensino e aprendizagem de integrais múltiplas. Bolema: Boletim de Educação
Matemática, Rio Claro, v. 26, n. 44, p. 1261-1288, dez. 2012.
LANDO, J. C. Práticas, inovações, experimentações e competências pedagógicas
das professoras de matemática no Colégio de Aplicação da Universidade
da Bahia (1949-1976). 2012. 307 f. Tese (Doutorado em Ensino, Filosofia e História
das Ciências) – Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2012.
LIMA, E. B., LANDO, J. C., FREIRE, I. A. A. A coleção didática Ensino Atualizado da
Matemática: o guia do professor. In: CONGRESO IBEROAMERICANO DE
EDUCACIÓN MATEMÁTICA, 7., 2013, Montevideo. Actas... Montevideo: Sociedad
de Educación Matemática Uruguaya, 2013. p. 3938-3945. Disponível em:
<http://www.cibem7.semur.edu.uy/7/actas/pdfs/892.pdf>. Acesso em: 10 nov.
MIORIM, M. A. Introdução à história da educação matemática. São Paulo: Atual, 1998.
NOVAES, B. W. D. As contribuições de Jean Piaget para a educação matemática. In:
EDUCERE, 5.; CONGRESSO NACIONAL DA ÁREA DE EDUCAÇÃO, 3., 2005,
Curitiba. Anais... Curitiba: Pontifícia Universidade Católica do Paraná, 2005.
Disponível em: <http://www.pucpr.br/
eventos/educere/ducere2005/anaisEvento/paginas/educere.htm>. Acesso em: 10
nov. 2015.
SANGIORGI, O. Introdução da matemática moderna no ensino secundário. In: GRUPO DE
ESTUDOS DO ENSINO DA MATEMATICA (São Paulo). Matemática moderna
para o ensino secundário. São Paulo: IBECC, 1962. p. 1-14.
SOARES, F. dos S.; DASSIE, B. A.; ROCHA, J. L. da. Ensino de matemática no século XX: da
Reforma Francisco Campos à matemática moderna. Horizontes, Bragança Paulista,
v. 22, n. 1, p. 7-15, jan./jun. 2004.
SOUZA, G. M. de. Felix Klein e Euclides Roxo: debates sobre o ensino da matemática no
começo do século XX. 2010. 72 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Matemática)
– Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica, Universidade
Estadual de Campinas, Campinas, 2010.
VALENTE, W. R. Osvaldo Sangiorgi e o Movimento da Matemática Moderna no Brasil.
Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v. 8, n. 25, p. 583-613, set./dez. 2008.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2019 Com a Palavra, o Professor

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.