O desempenho de estudantes do 5º e 9º anos frente a situações de proporção simples: uma análise comparativa
Resumen
O objetivo deste artigo é analisar comparativamente o desempenho dos estudantes do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental ao resolver três situações de proporção simples, da classe de muitos para muitos. Esse estudo é um recorte de dois projetos interligados: Um estudo sobre o domínio das estruturas multiplicativas no Ensino Fundamental (E-Mult)[1] e As Estruturas Multiplicativas e a formação de professores que ensinam Matemática na Bahia (PEM)[2]. Os dados foram coletados de estudantes de quatro escolas públicas do sul da Bahia parceiras dos projetos, sendo 235 estudantes do 5º ano e 88 do 9º ano, que responderam um teste diagnóstico contendo 14 situações relativas à Estrutura Multiplicativa. A análise dessas três situações foi quantitativa e comparativa, relacionada ao desempenho e contou com testes estatísticos. Os resultados obtidos revelam que os estudantes dos dois anos escolares foram pífios, sendo que 5º ano não atingiu 10%, o que é razoável supor que esses estudantes não tiveram contato com situações desse tipo. Apesar do 9º ano ter alcançado melhor resultado em relação ao 5º ano, esse não passou dos 42% de acerto, apontando fragilidades no domínio do conteúdo de proporcionalidade. Esses resultados revelam um sinal de alerta e apontam que é preciso trabalhar com uma variedade de situações de proporção simples, em especial da classe de muitos para muitos, permitindo que os estudantes possam aprimorar e expandir o Campo Conceitual Multiplicativo. [1] Projeto de número 15.727 do Programa Observatório da Educação (OBEDUC) financiado pela CAPES [2] Projeto de número PES0019/2013 financiado pela FAPESB
Descargas
Citas
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2017. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/conselho-nacional-de-educacao/base-nacional-comum-curricular-bncc>, Acesso em, 28 fev. 2018.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998.
GITIRANA, V.; CAMPOS, T. M.; MAGINA, S.; SPINILLO, A. Repensando multiplicação e divisão: contribuições da Teoria dos Campos Conceituais. São Paulo: PROEM, 2014.
IMENES, L. M.; LELLIS, M. Microdicionário de Matemática. São Paulo: Scipione, 1998. 351 p.
MACEDO, E. L. Proporcionalidade à luz da Teoria dos Campos Conceituais: uma sequência de ensino diferenciada para estudantes da EJA. 2012. 168 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2012.
MAGINA, S M P; SANTOS, A dos ; MERLINI, V L. O raciocínio de estudantes do Ensino Fundamental na resolução de situações das estruturas multiplicativas. Ciência & Educação, Bauru, v. 20, n. 2, p. 517-533, 2014.
POST, T. R.; BEHR, M. J.; LESH, R. A proporcionalidade e o desenvolvimento de noções pré-álgebra. In: COXFORD, A. F.; SHULTE, A. P. (Org.). As idéias da álgebra. (Hygino H. Domingues, trad.). São Paulo: Atual, 1995. p. 89 103.
RUDIO, F. V. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 29 ed. Petrópolis: Vozes. 2001.
VERGNAUD, G. La Théorie dês champs conceptuals. Recherches em Didactique dês Mathématiques, Grenoble, 1990.
______. A teoria dos campos conceituais. In: BRUN J. (Ed.). Didáctica das Matemáticas. (Maria José Figueiredo, trad.). Lisboa: Instituto Piaget, 1996. p. 155-191.
______. A criança, a matemática e a realidade: problemas do ensino de matemática na escola elementar. (Maria Lucia Faria Moro, trad.). Curitiba: Ed. da UFPR, 2009.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Com a Palavra, o Professor

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.