Formação de professores com dimensões colaborativas: as estruturas multiplicativas em foco
Palabras clave:
Formação continuada, Professores dos anos iniciais, Campo Conceitual Multiplicativo, Dimensões colaborativas, Professor reflexivoResumen
Esta pesquisa tem por objetivo identificar as possíveis contribuições para a prática docente que uma formação continuada, com dimensões colaborativas, pode proporcionar aos professores dos anos iniciais no que concerne ao Campo Conceitual Multiplicativo no âmbito da relação ternária. Para tanto, o referencial teórico teve como base a Teoria dos Campos Conceituais de Vergnaud, atrelado às ideias do profissional reflexivo descrito por Schön. A abordagem metodológica foi qualitativa, realizada em uma escola da rede pública do sul da Bahia dos anos iniciais do Ensino Fundamental, com um grupo constituído de 14 professores e 3 professores formadores. Dentre esse grupo de professores, foram escolhidos os três sujeitos de pesquisa: Ana, Cida e João. Os critérios dessa escolha foram: participação efetiva em todo processo dialético da estratégia formativa proposta; elaboração e aplicação das situações elaboradas; ser bolsista do projeto PEM. A estratégia formativa utilizada foi a espiral de fluxo RePARe: Reflexão-planejamento-ação-reflexão de Magina, atrelada à formação com dimensões colaborativas. A pesquisa se desenvolveu em três etapas: diagnóstica, formativa e avaliação do processo formativo. A primeira etapa buscou identificar quais as concepções dos professores participantes acerca do CCM. A segunda, por meio de uma observação participante durante 11 encontros, procurou identificar as contribuições de um processo formativo, com dimensões colaborativas, para a prática docente desse professor. Por fim, avaliar o processo formativo na voz dos sujeitos da pesquisa, bem como fazer uma análise comparativa, identificando as possíveis contribuições da formação. Os instrumentos de coleta de dados foram: áudio gravação, diário de bordo, entrevista semiestruturada e registros escritos. Ao analisar os dados foi possível identificar as seguintes contribuições, em relação às dimensões colaborativas: a presença da colaboração, o trabalho em conjunto com seus pares compartilhando suas práticas; a afetividade; o companheirismo. Quanto a espiral RePARe: uma reflexão crítica sobre a própria prática docente; indicativos de mudança da prática pedagógica; maior interesse e percepção na estratégia dos alunos; reflexões individuais e em grupo, com o intuito de intervir na prática docente. No que concerne a teoria: expansão do CCM; utilização desse campo conceitual na prática docente; compreensão de que é preciso apresentar uma diversidade de situações. Dessa maneira, foi possível perceber que: os professores ressignificaram a sua prática docente; a formação contribuiu para uma mudança da perspectiva dos professores com relação à Matemática; ampliaram o conhecimento dos conceitos básicos da estrutura multiplicativa para utilizar na prática; passaram a compreender o erro como uma oportunidade de aprendizagem.
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